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Dimensionamento de enfermagem em Centro Cirúrgico: interpretando a Resolução COFEN 0543/2017

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Introdução: a prática do dimensionamento de pessoal de enfermagem teve início na metade do século XIX quando Florence Nightingale, aplicando noções de administração nas instituições hospitalares, considerando a gravidade dos pacientes e descrevendo as necessidades de pessoal, tendo por base sua experiência, intuição e a relação de proporção entre os trabalhadores e tarefas. Atualmente as instituições de saúde devem ser pautadas em resoluções para que a prática assistencial esteja baseada em conceitos científicos e legais. Objetivo: este relato visa analisar o quantitativo de profissionais de enfermagem de um Centro Cirúrgico CC com 11 Salas Operatórias – SO evitando sobrecarga de trabalhos aos profissionais ou horas de trabalho de enfermagem excessivas, segundo a Resolução COFEN nº 543/20171. Método: trata-se de estudo retrospectivo, de abordagem quantitativa, realizado num Hospital de Grande Porte. Os dados foram levantados, pelo enfermeiro gestor, dos arquivos de produção do CC, do período de 01 de julho de 2017 a 31 de dezembro de 2017. Inicialmente a totalidade da produção cirúrgica do semestre recebeu uma nova classificada cirúrgica, segundo o Porte (1, 2, 3 e 4). Foram considerados 0,5hs (30 min) + 0,2hs (12 min), para as cirurgias eletivas e 0,6hs (36min) + 0,2hs (12min) para as de urgências e emergência. Após realização da média mensal dos procedimentos segundo o porte, realizou se a média semanal seguida da média diária, onde pode se identificar o perfil cirúrgico da unidade em estudo. Foi aplicada a expressão matemática indicada na resolução, que nos conferiu um total de 146,6 horas de enfermagem, após multiplicou se pela Constante de Marinho KM de 0,1916, correspondente as unidades que possuem mapa cirúrgico de 6 dias semanais e Carga Horária Semanal CHS de 36hs, e ainda o Índice de Segurança Técnica IST de 15% (8,3% férias e 6,7 % ausências não previstas). Resultados e Discussão: os cálculos nos mostram um quantitativo baseado com a produção do segundo semestre de 2017 de 146,6hs de enfermagem em 24hs, totalizando 28 profissionais de enfermagem de Nível Médio NM (auxiliares ou técnicos). O Espelho Semanal por Total de Sítio Funcional TSF do CC foi construído com: enfermeiros para SO, recuperação anestésica, transporte de pacientes, atendimento de urgência e emergência em SO, corredor e/ou apoio ao circulante em SO. O total de hs de enfermagem em 24hs por TSF e multiplicado a KM de 0,1916, resultou em: 12 enfermeiros para SO em procedimentos eletivos, urgência e emergência, 05 enfermeiros e 05 auxiliares ou técnicos (NM) para recuperação anestésica e 14 auxiliares ou técnicos (NM) distribuídos em corredor de apoio, transporte de pacientes e atendimento de urgência e emergência em SO. Conclusão: a análise nos permite afirmar que o CC, campo de estudo, utilizando o TSF apresenta um quantitativo em concordância a Resolução COFEN nº 543/2017, o mesmo não se repete com o número de enfermeiros, que encontra se em déficit. Vale destacar que os cálculos devem ser repetidos trimestralmente, a fim de identificar mudanças de perfil assistencial e analise do enfermeiro gestor sob as mudanças dos TSF.