Avaliação do impacto na aplicação de um protocolo de atendimento cirúrgico
Introdução: A Organização Mundial de Saúde (OMS) define como idoso todo indivíduo com idade igual ou superior a 60 anos. Atualmente, essa classe populacional vem apresentando acentuado crescimento, prevalecendo o surgimento de doenças crônicos degenerativas contribuindo para a ocorrência de fraturas estimando o surgimento de 4,5 milhões de novos casos até 2050. Desta maneira, a gestão destes pacientes torna-se cada vez mais importante considerando as comorbidades pré existentes visto a exposição aos riscos em ambiente hospitalar quando este é submetido a cuidados cirúrgicos.
Objetivo: Avaliar o impacto da implantação de um protocolo de atendimento a pacientes com fraturas de fêmur.
Método: Ensaio clínico controlado, avaliando 18 casos tratados cirurgicamente de fratura de fêmur no período de janeiro a dezembro de 2017 em um hospital privado da cidade de São Paulo. Foi elaborado um protocolo de atendimento multidisciplinar, segmentado em cinco dias compreendendo o período do diagnóstico até a alta hospitalar, descrevendo neste processo, os pontos de atuação de cada membro da equipe, divididos na seguinte maneira: 1º dia: O Médico ortopedista no pronto-socorro solicita exames de imagem e laboratorial para então definir o diagnóstico da patologia (fratura de fêmur), o paciente é encaminhado para internação na unidade de terapia intensiva cardiológica, monitorizado sobre cuidados pré operatórios junto a avaliação cardiológica, nutricional e apoio da fisioterapia. Neste período, o paciente é inserido sobre os protocolos de tromboembolismo venoso, reconciliação medicamentosa, protocolo de dor e iniciado o processo de agendamento. No 2º dia de atendimento, recebe visita pré-anestésica e realiza o procedimento cirúrgico conforme o protocolo de Cirurgia Segura. No 3º dia, o cirurgião realiza a evolução cirúrgica do paciente estabelecendo na UTI critérios de alta para unidade de internação. No 4º dia o paciente é encaminhado a unidade de internação sobre avaliação ortopédica estipulando critérios para alta hospitalar. No 5º dia a equipe médica (ortopedista) realiza alta hospitalar junto a enfermagem na elaboração do plano de alta multidisciplinar de cuidados ao paciente.
Resultados: Antes da aplicação do protocolo de atendimento cirúrgico aos pacientes com fratura de fêmur, observamos o tempo médio da admissão do paciente até o dia do procedimento cirúrgico de cinco dias com um período de internação hospitalar de 18 dias. Após a implantação da linha de cuidado multidisciplinar, verificamos o tempo médio de um dia para a abordagem cirúrgica, com redução considerável do tempo médio de internação hospitalar para oito dias entre o diagnóstico, cirurgia e alta.
Conclusão: O impacto da aplicação de um protocolo de atendimento a pacientes com fratura de fêmur traz resultados positivos, de acordo com o estudo realizado, diminuindo o tempo para abordagem cirúrgica e o tempo de internação hospitalar.