Atuação dos profissionais de enfermagem no Centro de Material e Esterilização
Introdução: O Centro de Material e Esterilização (CME) é um setor de cuidados indiretos que instrumentaliza a assistência prestada pela equipe de saúde, fornece instrumentos adequados ao uso em procedimentos que requerem técnicas assépticas, indispensáveis no controle das infecções hospitalares. A infecção do sítio cirúrgico configura-se como uma das principais complicações no pós-operatório, sendo este fator um desafio aos profissionais envolvidos no controle e prevenção das infecções. Para um processamento adequado dos artigos, é fundamental implementar programas de educação continuada em saúde que envolvam todos os profissionais atuantes nessa área, visando mudanças no processo de trabalho por meio da sensibilização, engajamento e aplicação do conhecimento científico. Objetivo: Explanar a atuação dos profissionais de enfermagem atuantes no CME no tocante a esterilização do material cirúrgico, de acordo com a literatura. Método: Revisão integrativa da literatura utilizandoDescritores em Ciências da Saúde “enfermagem”, “esterilização” e “centro cirúrgico”, com o operador boleano “AND”, indexados nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde e na Scientific Eletronic Library (SciELO). Foram consideradas publicações entre os anos de 2013 a 2018, que abordem a temática, disponíveis nas bases definidas, nos idiomas inglês, português ou espanhol. Foram encontrados 35 estudos, destes 03 atenderam aos critérios estabelecidos e foram submetidos à leitura na íntegra e avaliados quanto aos objetivos, delineamento, principais resultados e conclusões. Resultado: No que refere as etapas do processo de esterilização que envolvem os profissionais de enfermagem, contamos com a limpeza dos instrumentais que possibilita a penetração dos agentes esterilizantes de forma satisfatória nos materiais, favorecendo a qualidade nas demais etapas. Feito isso, o material é imerso em água potável morna, com detergente, por um período estimado de três minutos, em seguida ocorre à fricção da superfície dos instrumentais com esponja e escova, a lavagem é finalizada com o enxague do material em água potável sob pressão. Sequenciadamente, os materiais são secos com panos brancos, limpos e sem fiapos, para visualizar possíveis sujidades, utiliza-se ainda ar comprimido, álcool e éter. Seguindo com a inspeção, o que impede o repasse de materiais funcionando inadequadamente. Já a embalagem, etapa seguinte, deve ser de fácil abertura e fornecer identificação dos produtos, data e nome de quem embalou. Para o controle do processo e validação da esterilização, são utilizados indicadores (físicos, químicos e biológicos) que evidenciam possíveis falhas na instalação elétrica e hidráulica dos equipamentos. Todo esse controle deve estar descrito em impressos próprios, o armazenamento é a etapa final do processo. Para que possíveis erros por falta de conhecimento sejam evitados, a educação continuada em saúde é uma estratégia que aperfeiçoa a formação dos profissionais, qualificando e propiciando o crescimento pessoal dos trabalhadores. Conclusão: É necessário planejar, controlar e avaliar a qualidade e segurança durante o processamento de materiais cirúrgicos. O processamento correto dos materiais influencia no processo saúde-doença dos pacientes. É necessário que o profissional de enfermagem tenha um olhar mais atento sob o reprocessamento dos materiais, visando garantir a segurança dos pacientes e profissionais, bem como atentar para os testes e registros do processo de esterilização. Os invólucros utilizados durante o processo de esterilização proporcionam a qualidade e a garantia da esterilização. Então, a atuação dos profissionais de enfermagem na CME, possibilita um bom desempenho no controle das infecções.