Parabéns ao grupo pelo trabalho, e a Thaíssa pela apresentação. Já tive oportunidade de trabalhar com produtos naturais e metabólitos de plantas, e sou um grande fã. Tenho algumas algumas curiosidades que gostaria de acompanhar melhor:
1 - Fiquei com a impressão que havia algumas diferenças entre o resumo e a apresentação. P.ex. a escolha de siglas (CEPCL e DPPCL vs PCDF). Usando o esquema da metodologia, CEPCL é o extrato bruto, e DPPCL e PCDF são sinônimos? As frações 9 e 14 são sub-frações de PCDF? E os resultados de redução de número de células, permeabilização e hemólise foram feitos antes desse trabalho, correto?
2 - Qual foi a técnica usada na análise de viabilidade dos fibroblastos e da OSSC? Foi o ensaio clonogênico? Não ficou claro pela apresentação. De toda forma, "quem" eram esses fibroblastos? É uma linhagem imortalizada ou são fibroblastos extraídos do animal? Pergunto pois tanto o tipo de ensaio como o estado de proliferação deles podem afetar a interpretação do resultado.
3 - Ainda nesse ensaio (e dependendo da resposta anterior), vocês observaram as células tratadas com cada fração ou registraram fotos das mesmas? Houve diferença no tipo de citotoxicidade entre as frações estudadas (especialmente a 9 e 14)? Vocês viram morte celular ou interrupção de proliferação? Pergunto pois como cada fração pode conter componentes diferentes, um pode estar levando células à morte ou a parada no ciclo celular.
4 - Parabéns pela inclusão dos possíveis componentes de cada fração, ajuda muito a tentarmos entender qual a contrbuição de cada um para o efeito. O efeito na OSSC parece bem semelhante em todas as frações, mas variar bastante nos fibroblastos. Vocês observaram algum componente comum em todas, ou na maioria das frações? Ou algo presente nas mais citotóxicas (para os fibroblastos) que não estivesse presente nas mais moderadas? Acham possível encontrar "um culpado" pela baixa seletividade de algumas frações?
5 - Uma pergunta juntamente com uma sugestão. Me chamou muito a atenção a presença de uma lignana na fração 14. Esse esqueleto metilenodioxi, dimetoxi, em outros compostos, já foi associado tanto com efeito antineoplásico mas também anti-inflamatório. Vocês consideram que uma parte do efeito (em especial os primeiros resultados) possa ser associado à redução na inflamação no microambiente tumoral? Faz parte dos objetivos do trabalho?
Parabéns a todo o grupo, tenho certeza que será um trabalho bastante recompensador!