Parabéns a todos do grupo e em especial a Natalia pela apresentação. O trabalho é muito interessante por estudar o efeito de um composto de larga utilização na clínica, mas com mecanismos de ação ainda não totalmente esclarecidos.
1 - A escolha das linhagens para cobrir as possibilidades de mutação em p53 é elogiável. Porém, mesmo recorrendo ao resumo, não ficou muito clara a importância da mutação R280K. Ela tem relevância epidemiológica (p.ex. para o câncer de mama), ou é um modelo de estudo? Está associada com perda ou ganho de função?
2 - Logo nos primeiros resultados, vocês destacaram um possível efeito na indução de um estado oligomérico da p53. A existência desses oligômeros poderia ser considerada um fator de risco para o câncer de mama (ou algum outro), ou então um indicador de um estado pré-maligno? Existem estudos em pacientes que fazem uso regular de heparina, como aqueles com problemas de coagulação?
3 - Qual foi a racional para a escolha das concentrações de heparina utilizadas nas culturas de células? Elas apresentam algum paralelo com o que se vê na clínica, de forma que seria possível se chegar a uma concentração profilática de heparina?
4 - Pude observar uma certa discrepância entre os resultados de MTT e LDH, bem como de uma (possível) sensibilidade um pouco maior da linhagem H1299. Poderia comentar um pouco mais sobre isso aqui?
5 - Uma curiosidade mais distante, mas existem doenças lisossomais que levam a acúmulo de GAGs, glicolipídios, carboidratos, etc. Sabe-se pouco sobre essas doenças, mas vocês já observaram algum estudo que relacionasse essas doenças com o estado da p53 nesses pacientes?
Muito obrigado e parabéns pelo trabalho!