Este trabalho foi publicado pelo Galoá e tem um DOI depositado. Para citar este trabalho, use um dos padrões abaixo:
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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!Este trabalho depreende da experiência com projetos destinados à promoção de saúde mental de mulheres que apresentavam algum tipo de sofrimento psíquico que buscavam atendimento médico psiquiátrico em um dos ambulatórios do Centro de Atenção Psicossocial de uma cidade do estado de Mato Grosso do Sul. Em parceria com o curso de enfermagem de uma Universidade Pública foi construído um grupo de trabalho que estruturou ações em oficinas terapêuticas coordenada por uma professora da área de enfermagem psiquiátrica. Esta experiência foi fundamental para a construção e sistematização do citado projeto com o público de mulheres com diagnóstico de transtorno mental inspirada na teoria da subjetividade que vem sendo desenvolvida por González Rey e colaboradores. Essa perspectiva, na via da despatologização, compreende que o transtorno mental é uma configuração subjetiva em processo de produção da vida. Ele ganha sentido no movimento entre a subjetividade social e individual, e, com isso gera outra forma de organização da vida psíquica. Assim, o sintoma é uma forma de manifestação de configuração subjetiva particular que resulta da vivência de cada pessoa. O objetivo é apresentar e discutir as experiências de oficinas terapêuticas elaboradas com base no conceito de educação social que promove a desinstitucionalização do transtorno mental em mulheres que foram assim diagnosticadas. A metodologia fundamenta-se na Epistemologia Qualitativa, caracterizada como pesquisa-intervenção com 10 mulheres na faixa etária de 40 a 60 anos, assíduas neste projeto. As estratégias de intervenção foram planejadas de acordo com as características e interesses das participantes. Portanto, os instrumentos indutores foram aqueles que privilegiaram a dialogia, como a dinâmica de conversação, como entrevistas livres, fotos, filmes, desenhos e o bordado em tecido xadrez, as quais são consideradas expressões simbólicas não escritas. Eles são apresentados nos 30 encontros, considerando as necessidades do grupo. Essa tessitura abre possibilidade para que as participantes produzam novos sentidos subjetivos. A construção das informações permite concluir que as intervenções nesta abordagem abrem novos caminhos para a superação dos danos gerados pelas condições da atenção aos transtornos mentais tanto no âmbito da política de saúde de mental quanto da família, conforme ilustra o depoimento de uma das participantes deste trabalho: A gente vai bordando, mas vai colocando o bordado em nossa vida e, aí, de ponto a ponto, a gente vai descobrindo novas maneiras de sobressair das nossas dificuldades, da nossa saúde... da importância que faz em nossa vida.
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