Este trabalho foi publicado pelo Galoá e tem um DOI depositado. Para citar este trabalho, use um dos padrões abaixo:
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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!A perda de alguém importante afetivamente, bem como a reação emocional a essa ausência é o que se entende por luto (CARVALHO, 2006). Muitos são os aspectos envolvidos nesse processo, no entanto, a produção subjetiva singular das pessoas, nessa situação, segue negligenciada (GONZALEZ REY, 2006). Ressalta-se que cada indivíduo tem uma maneira singular de vivenciar esse processo (FRANCO, 2008) e essa consideração não pode ser desprezada. Ainda que a morte seja considerada como “a única certeza da vida”, inúmeros são os processos de sofrimento que se desdobram na vida das pessoas, especialmente quando se trata de uma vida ceifada pelo suicídio. Esta apresentação fundamenta-se numa pesquisa cujo objetivo foi descrever os processos da subjetividade de um homem em relação ao luto inesperado devido ao suicídio da irmã. O método utilizado foi o construtivo interpretativo, baseado na Epistemologia Qualitativa de Gonzalez Rey (1997). O instrumento utilizado foi uma dinâmica conversacional com um participante, realizada tanto por encontros presenciais, como por conversas via aplicativo WhatsApp, ao longo de dois meses. O participante, além de buscar justificativas permanentemente para o ato de sua irmã, demonstrou que essa ausência configurou subjetivamente para ele um processo de ruptura e profunda transformação de seu “mundo-da-vida” (FREITAS, 2013, p. 97), demandando que ele construísse novas relações e formas de viver seu cotidiano. O estudo concluiu que os recursos subjetivos gerados no processo de luto do participante da pesquisa acabaram por ajudá-lo a se reorganizar. Nesse processo, o participante passou a aceitar de forma menos conflituosa o ato da irmã. O estudo possibilitou vislumbrar, também, o valor do estudo da subjetividade nesse processo, para além do que é explícito e para além dos processos racionais de quem o vivencia. Dessa forma, e a fim de contribuir com o debate do Grupo de Discussão Temática, uma questão emergente é apresentada: a) como o psicólogo pode interpretar e melhor trabalhar a saúde mental dos que perderam um familiar em razão de suicídio, evitando, assim, a configuração subjetiva de transtornos mentais?
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