Este trabalho foi publicado pelo Galoá e tem um DOI depositado. Para citar este trabalho, use um dos padrões abaixo:
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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!A interface histórica entre a Psicologia e a Educação, há mais de um século, revela um processo de interação assimétrico e pouco harmônico. Requisitada como assessoria técnica-especializada, a Psicologia prestou-se ao cumprimento de metas adaptacionistas e higienistas, que contribuíram com os processos de exclusão social vivenciados no contexto escolar. A partir de uma perspectiva mais crítica e das reflexões sobre o compromisso social da Psicologia enquanto ciência e profissão, observa-se, na literatura, um engajamento acadêmico e profissional voltado para a qualidade dos processos educativos, buscando superar teorias e práticas de viés biomédico que psicologizam e individualizam os problemas educacionais. A inserção do psicólogo escolar nos diversos contextos educativos coloca em evidência uma série de dificuldades teóricas e metodológicas para atuação implicada com o desenvolvimento humano integral e com a qualidade dos processos educativos, que são expressas em vários espaços, ações e relações institucionais. Neste trabalho propomo-nos a analisar como a configuração subjetiva da relação entre psicólogos e professores se expressa nas ações e relações do cotidiano escolar, reconhecendo que a qualidade desta relação é um elemento fundamental para que a atuação do psicólogo escolar possa ser articulada e contribua com os objetivos e metas da unidade escolar onde atua. Utilizaremos a Teoria da Subjetividade, na perspectiva cultural-histórica, como base teórica para tessitura de discussões e reflexões sobre o tema em questão. Para realização do momento teórico-empírico da pesquisa empregaremos a Metodologia Construtivo-Interpretativa que encontra seus pressupostos na Epistemologia Qualitativa (GONZÁLEZ REY E MARTINEZ, 2017), considerando o conhecimento: uma produção construtivo-interpretativa, com caráter dialógico e interativo que legitima o singular em seu processo de construção. Com a realização desta pesquisa pretendemos produzir novas inteligibilidades sobre os processos e formações subjetivos que constituem a relação entre psicólogos escolares e professores e como se expressam nas ações e relações do cotidiano da escola, uma vez que os elementos da subjetividade desses atores educacionais têm sido invisibilizados nas pesquisas e normativas que se referem aos processos educativos nos quais atuam e estão implicados simbólico e emocionalmente. Vislumbramos, também, a produção de conhecimento como estratégia que possibilite desenvolvimento mútuo por meio de experiências cooperativas no dia-a-dia de trabalho na escola, que contribuam para superação do modelo biomédico ainda recorrente e predominante nas práticas em psicologia escolar, e para construção de ações e relações pedagógicas que alcancem as expectativas de desenvolvimento estudantil a que se propõem. Além disso, produzir reflexões sobre as possibilidades de mobilização das ações e relações pedagógicas do professor dentro da perspectiva do desenvolvimento humano, a partir da atuação do psicólogo escolar. Diante disso, refletir sobre como a Teria da Subjetividade pode contribuir com a produção de conhecimento sobre elementos subjetivos constitutivos de ações e relações institucionais potencializadoras do desenvolvimento profissional, no contexto educacional, assim como da qualidade dos processos educativos.
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