Formação e Subjetividade: considerações sobre as implicações desses elementos nos processos de inclusão escolar

vol. 1, 2019 - 111646
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Resumo

Esta pesquisa buscou compreender como um processo de formação pode contribuir para a expressão criativa de profissionais da educação, visando à efetivação da educação inclusiva. Respaldou-se na Teoria da Subjetividade, elaborada por González Rey, no conceito de criatividade, desenvolvido por Mitjáns Martínez, dialogando com autores que discutem a formação e a educação inclusiva. Para isso, realizamos uma pesquisa interventiva, através de um curso de formação, desenvolvido com supervisoras pedagógicas e professoras que atuam no atendimento educacional especializado de uma escola pública regular. Os instrumentos utilizados para a construção das informações foram a observação, a entrevista, o complemento de frases e a redação. A análise revelou que nem todas as participantes elaboraram estratégias criativas em decorrência da participação no curso, embora duas delas tenham desenvolvido alternativas criativas bastante significativas. Contudo, dentificamos aspectos do curso que contribuíram para impulsionar a expressão criativa das participantes, tais como: a possibilidade de participação na elaboração da proposta de formação; o fato de o curso ser realizado em seu lócus de trabalho e o incentivo ao desenvolvimento da condição de sujeito. Assim, entendemos que um processo de formação poderá contribuir para a expressão criativa dos educadores e, consequentemente para a construção de práticas educacionais inclusivas, se considerar e intervir na dimensão pessoal dos participantes, impulsionando o desenvolvimento de elementos subjetivos que a favoreçam, bem como a assunção da condição de sujeito.

Eixo Temático
  • 6. A subjetividade na formação de professores e outros profissionais
Palavras-chave
Formação
Subjetividade
Inclusão Escolar