A produção subjetiva acerca da maternidade em ambiente prisional

vol. 1, 2019 - 114253
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Resumo

A literatura atinente à gravidez em um ambiente prisional demostra que ela é acarretada de inúmeros estigmas, visto que, dentro do sistema penal brasileiro, as mulheres encarceradas ainda estão a dar à luz em situações constrangedoras, sofrem com a violência obstétrica, não possuem acesso às medicações básicas e a segurança de qualidade. Deste modo, esse artigo tem como objetivo dar a voz à subjetividade e ao sofrimento de pessoas cumprindo penas, por meio de um estudo de caso com abordagem qualitativa, descritiva apoiando-se na teoria da subjetividade desenvolvida por Fernando Rey. Estudou-se à questão da mulher que vivenciou o processo de gravidez tanto em cárcere privado quanto fora dele, perpassando em pontos que vão desde a concepção do feto ao parto. Conclui-se que o apego à família e visão de futuro são elementos que impulsionam e contribuem para uma vivência mais positiva do processo de gestação em cárcere.

Instituições
  • 1 Centro Universitário de Brasília/UniCEUB
  • 2 Fundação Alexander von Humboldt/Centro universitário de Brasília
Eixo Temático
  • 11. Subjetividade e saúde humana
Palavras-chave
Maternidade
Prisão
Subjetividade