Este trabalho foi publicado pelo Galoá e tem um DOI depositado. Para citar este trabalho, use um dos padrões abaixo:
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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!A inclusão é um tema frequente em diversos espaços da sociedade brasileira. Fala-se em inclusão social, digital, escolar, entre outras. Na escola, especificamente, a ideia de inclusão ainda está muito atrelada à presença do diagnóstico em sua concepção biologizante e culpabilizadora. Entendendo, entretanto, a inclusão em seu caráter amplo, como garantia a todos de acesso a seus direitos, pontuamos algumas questões: Seria possível modificar a compreensão do papel do diagnóstico no espaço escolar? A maneira como se discute o diagnóstico na escola pode favorecer a mudança de sua função? Com o objetivo de compreender o movimento de alteração na concepção do papel do diagnóstico no espaço escolar e as implicações que esta pode ter na ação pedagógica, aproximamo-nos de uma escola pública do Distrito Federal que ofertava os Anos Iniciais do Ensino Fundamental para realização da pesquisa. A investigação no espaço educacional requer considerar a dinâmica relacional que se estabelece entre os indivíduos que dele participa e o constitui (docentes, discentes, gestores, família), em seu contexto e realidades (histórias, emoções, expectativas), o que nos motivou buscar uma metodologia que considerasse: o conhecimento como uma produção humana; o singular como fonte de conhecimento científico; e a pesquisa como processo dialógico – princípios norteadores da Epistemologia Qualitativa proposta por González Rey (2002, 2014, 2017), o que nos fez optar por tal proposta. Utilizamos como favorecedor do diálogo com os colaboradores da pesquisa instrumentos, tais como: dinâmicas conversacionais, tempestades de ideais, retrato falado, análise reflexiva, autobiografia. O percurso investigativo, articulado ao referencial teórico e à epistemologia adotados, permitiu-nos considerar o movimento de alteração da compreensão do papel do diagnóstico como decorrente da interrelação de quatro núcleos de forças constitutivos da subjetividade social daquela escola, sendo eles: os aspectos relacional, dialógico, colaborativo e formativo. Consideramos que a inspiração na epistemologia qualitativa e na metodologia construtivo-interpretativa trouxe elementos significativos para a produção de conhecimento, permitindo-nos perceber aspectos constitutivos da subjetividade social e a relação intrínseca desta com a subjetividade individual. A metodologia construtivo-interpretativa mostrou-se significativa no processo investigativo instaurado no ambiente educacional, fazendo-nos pensar: Seria possível utilizá-la também na prática docente (um profissional investigativo) como favorecedora do processo ensino-aprendizagem e da inclusão escolar?
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