STAPHYLOCOCCUS AUREUS EM AMOSTRAS DE RÍMEL: IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DE PADRÃO HEMOLÍTICO

Vol 1, 2023 - 300361
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Resumo

INTRODUÇÃO: Ao longo do tempo os produtos de maquiagem tornaram-se essenciais na rotina de qualquer mulher, o rosto por ser considerado um cartão de visita, recebe uma atenção maior, sendo comumente utilizado batons, máscaras para cílios, bases faciais, dentro outros. Entretanto, ressalta-se que o compartilhamento desses produtos pode desencadear infecções na pele, comumente associadas ao gênero Staphylococcus. Apesar de fazerem parte da microbiota humana, em algumas situações como imunodepressão, essas cepas podem expressar mecanismos de patogenicidade, desde invasão celular, liberação de exoenzimas como as hemolisinas e toxinas. Diante disso, o presente estudo objetivou realizar uma análise microbiológica em amostras de rímel a fim de identificar Staphylococcus aureus e verificar o padrão hemolítico. MÉTODOS: Trata-se de um estudo experimental, descritivo, com abordagem quantitativa. Foram coletadas 20 amostras de rímeis utilizados por acadêmicos de distintos cursos de uma instituição de ensino superior de São Luís-MA. A coleta foi realizada utilizando swabs estéreis e Caldo BHI (Brain Heart Infusion) posteriormente, foram acondicionadas em estufa a 37°C/24 horas. Para a identificação, realizou-se inoculação nos meios de cultura Ágar Sangue e Ágar Manitol, Coloração de Gram, provas catalase e coagulase livre. Na sequência, realizou-se a semeadura por picada central, em placas de Ágar Sangue 5%, utilizando sangue humano de diferentes tipos (A, B, AB e O) para avaliar o padrão hemolítico de cada bactéria identificada. RESULTADOS: Diante das 20 amostras avaliadas, verificou-se que em 40,9% dos produtos houve identificação de Staphylococcus aureus. Na análise do padrão hemolítico, observou-se variação de positividade desse potencial de virulência frente aos diferentes tipos sanguíneos: tipo sanguíneo A 59.09%, tipo sanguíneo B 50%, tipo sanguíneo AB 36.37% e tipo sanguíneo O 31.82%. CONCLUSÃO: A presença de S. aureus em amostras de rímeis bem como a constatação do potencial hemolítico entre as estirpes aqui avaliadas, demonstra a necessidade de ações educativas em tono da disseminação do não compartilhamento de maquiagens para evitar problemas de saúde que podem ser ocasionados pela referida espécie bacteriana.

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Instituições
  • 1 Enfermeira, Docente da UFMA e Instituto Florence de Ensino Superior-IFES
  • 2 graduanda em Enfermagem/Instituto Florence de Ensino Superior-IFES
  • 3 Bióloga/ Doutoranda em Biotecnologia-UFMA
Eixo Temático
  • 3. Pesquisa básica e clínica de doenças infecciosas e parasitárias
Palavras-chave
Staphylococcus
Maquiagem
Hemolisinas