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As plantas alimentícias não convencionais conhecidas por PANCs,crescem espontaneamente ou podem ser plantadas,contribuem para uma dieta mais variada e podem ser consumidas na forma de chás, em refogados ou em saladas. A falta de informações sobre essas plantas leva ao desuso, pois dificulta a identificação correta, o preparo adequado e a confiança do consumidor em suas propriedades e segurança. O termo PANC foi idealizado pelo professor Valdely Ferreira Kinupp no ano de 2008,são ricas em carboidratos, proteínas , sais minerais, vitaminas (A,C, E, K e do complexo B) e antioxidantes.A Pereskia Aculeata, ora-pró-nobis ou cabrobó,¨carne dos pobres¨ é rica em proteínas tem 2,7g de proteínas para 100g de folhas úmidas, pode ainda substituir alimentos de alto custo que consumimos,porém é pouco conhecida no Amazonas. Desenvolvemos e aplicamos um questionário online pelo google forms a 225 entrevistados sobre uso das PANCS. Das formulações elaboradas, a partir das folhas de O.P.N.(195 g) preparou-se exsicatas, desenhos das folhas, caules, frutos e flores.As amostras foram preparadas no laboratório de Tecnologia em Alimentos da Instituição, colocadas em estufa a 60°C/8 horas, trituradas até ficar um pó fino. A partir desse pó fino foram desenvolvidas várias preparações, como omeletes, biscoitos, panquecas, pães e hambúrgueres. Fizemos uma intenção de compra obtendo resultados satisfatórios, pois quinze alunos do Ensino Médio fizeram degustação e numa escala hedônica avaliada de forma subjetiva, o quanto gostaram ou desgostaram obtivemos nota acima de 7, indicativo de boa aceitação. Num estudo complementar avaliamos qualitativamente a presença de proteínas com teste do biureto (hidróxido de potássio e sulfato de cobre), comparando folhas de O.P.N., alface e couve manteiga. Ao reagir as amostras das hortaliças com biureto, a O.P.N. ficou violeta intenso indicativo de maior concentração de proteínas, enquanto que nas demais hortaliças a coloração azul permaneceu inalterada. A análise dos dados do questionário confirmaram que 59% dos investigados não sabiam que as pancs são comestíveis, 41% deles informaram que não conheciam a O.P.N. 74% deles nunca ingeriram pratos contendo pancs, 22% deles disseram que sabiam dos benefícios de cultivarem uma horta panc em casa e 77% interessaram-se em experimentar um hambúrguer feito apenas com pancs (carne e pão foram feitos de ora-pro-nóbis). Disseminar o uso, cultivar e consumir pancs contribui com a valorização das culturas alimentares onde elas estão presentes, inserir na dieta valoriza a biodiversidade, a promoção da segurança alimentar e nutricional e a garantia do direito humano à alimentação adequada e saudável.
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