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O fruto do jambolão (Syzygium cumini) destaca-se pelo potencial bioativo, devido à presença de compostos como antocianinas, ácidos orgânicos e compostos fenólicos, conhecidos por suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Esses compostos têm despertado crescente interesse devido ao seu potencial uso na indústria alimentícia, cosmética e farmacêutica. Contudo, os métodos convencionais de extração apresentam limitações, incluindo maior tempo de processamento, perda de compostos termossensíveis e consumo elevado de solventes, que geram impacto ambiental significativo. Neste sentido, a Extração por Líquido Pressurizado (ELP) surge como uma alternativa sustentável e eficiente, permitindo maior recuperação de compostos bioativos em menor tempo e com menor volume de solvente. Sendo assim, este trabalho tem como objetivo otimizar a extração de compostos bioativos do jambolão utilizando a ELP com metanol e etanol, em diferentes tempos de extração, avaliando sua eficiência em relação às metodologias convencionais. As extrações foram realizadas em células de aço inoxidável, utilizando 3 g de amostra e 125 mL de solvente. A extração com etanol foi realizada com e sem adição ácido cítrico 1%, além da extração utilizando metanol. Os extratos foram analisados quanto ao teor de Antocianinas Monoméricas Totais (AMT, mg malvidina-3-glicosídeo/g), Compostos Fenólicos Totais (CFT, µg equivalente ácido gálico/g), Capacidade Antioxidante Total (CAT, µmol equivalente ácido ascórbico/g) e atividade antioxidante pelo método ABTS+ (µmol equivalente Trolox/g). Os resultados evidenciaram que o metanol apresentou maior eficiência na extração de compostos bioativos. Para AMT, os valores máximos foram 17,92 mg/g, enquanto o etanol atingiu 7,64 mg/g com a adição de ácido cítrico. Para CFT, o metanol alcançou 897,73 µg GAE/g, enquanto o etanol resultou em 723,75 µg GAE/g sem ácido cítrico. A CAT apresentou valores superiores com metanol, sendo 393,52 mg AA/g, em contraste com o etanol sem ácido cítrico, que resultou em 198,02 mg AA/g. A atividade antioxidante pelo método ABTS+ foi semelhante com ambos os solventes, sendo 2,38 µmol ET/g para o metanol e 2,44 µmol ET/g para o etanol com ácido cítrico. O resultado próximo nesta análise pode ser justificado pelo fato de ambos conseguirem extrair de maneira semelhante os antioxidantes ativos contra o radical ABTS+, principalmente se estes compostos estiverem bem solúveis nos dois solventes. De acordo com os resultados pode-se concluir que o metanol foi mais eficiente na extração dos compostos bioativos comparados ao etanol mesmo com a adição de ácido cítrico. Além disso, dados da literatura confirmam que o metanol possui maior capacidade extrativa frente a outros solventes.
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