ENCAPSULAMENTO DE Bifidobacterium adolescentis COM HIDROCOLÓIDE DE Cordia africana MELHORA A VIABILIDADE PROBIÓTICA DURANTE O ARMAZENAMENTO E A DIGESTÃO GASTROINTESTINAL SIMULADA

Vol.2, 2025 - 329752
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Resumo

O uso de cápsulas probióticas é uma estratégia eficaz para melhorar a viabilidade durante o armazenamento e garantir a distribuição adequada ao trato gastrointestinal distal. A exploração de biopolímeros com potencial prebiótico como material de parede para encapsulamento é vista como uma abordagem promissora em microencapsulação. Este estudo teve como objetivo desenvolver microcápsulas a partir do hidrocolóide de Cordia africana e avaliar sua eficácia na proteção da bactéria probiótica Bifidobacterium adolescentis durante o armazenamento e a digestão gastrointestinal simulada in vitro. Avaliou-se o impacto da adição do hidrocolóide sobre a morfologia das microcápsulas, suas propriedades químicas e térmicas, bem como sobre a eficiência de encapsulamento, viabilidade celular e capacidade de proteção frente às condições simuladas de armazenamento e digestão gastrointestinal, utilizando o método INFOGEST. Morfologicamente foi observado que as microcápsulas contendo hidrocolóide apresentaram um tamanho médio padrão (~671,00 - 680,89 μm). A microscopia eletrônica de varredura indicou uma morfologia rugosa e com uma superfície de rede mais compacta atribuída à presença do biopolímero. As bandas de absorção no espectros FT-IR entre 1606 - 1597 cm-1 e 1724 cm-1 confirmaram a presença a reticulação do alginato e do hidrocoloide, respectivamente. A incorporação do hidrocoloide vegetal também resultou em estruturas com maior estabilidade e resistência térmica (>250°C). Notavelmente, as microcápsulas integradas ao biopolímero a uma concentração de 1% demonstraram alta eficiência de encapsulamento (98.50 ± 0.21 %). A estabilidade física adequada foi observada durante o armazenamento por 120 dias a 4 ± 2 °C na formulação alginato-mucilagem, destacando seu potencial de armazenamento a longo prazo. A B. adolescentes encapsulada com hidrocoloide teve melhor sobrevida (8.76 ± 0.03 log UFC/mL) durante a digestão gastrointestinal in vitro, quando comparada ao probiótico livre (4 ± 0.0 log UFC/mL). Portanto, a microencapsulação revelou-se uma abordagem eficaz para a co-entrega intestinal de um biopolímero com potencial prebiótico e de probióticos viáveis, ampliando os efeitos funcionais dessa sinergia e configurando uma estratégia inovadora, sustentável e promissora para as indústrias farmacêutica e alimentícia.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal de Pernambuco
  • 2 Universidade Federal Rural de Pernambuco
Eixo Temático
  • Engenharia de Processos e Tecnologias Emergentes (ET)
Palavras-chave
Digestão in vitro
Prebiótico
Microencapsulação