CONSUMO DE ANTIOXIDANTES NATURAIS E RISCO DE DOENÇAS: PERCEPÇÃO DO CONSUMIDOR E INTENÇÃO DE COMPRA DE PRODUTOS CÁRNEOS

Vol.2, 2025 - 331425
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Resumo

Alguns alimentos, bem como ingredientes e aditivos utilizados em suas formulações, podem ser percebidos pelos consumidores como potenciais promotores de benefícios ou malefícios à saúde humana, influenciando, portanto, a aceitação de diversos produtos alimentícios. Este estudo objetivou avaliar a relação entre a intenção de compra de linguiças frescais e hambúrgueres de frango produzidos com antioxidante sintético (eritorbato de sódio) ou antioxidante natural (extratos de cascas e sementes de abacate), segundo a crença de que o consumo de antioxidantes naturais pode reduzir o risco de ocorrência de algumas doenças. Os dados foram coletados através de um questionário online (n=422) para consumidores brasileiros de produtos cárneos (CAAE nº 84067724.6.0000.5422) e submetidos à análise por qui-quadrado (software SPSS v.30) (p ≤ 0,05). Para a afirmação “o consumo de antioxidantes naturais pode reduzir o risco de ocorrência de algumas doenças”, a escala de Likert foi reduzida de cinco para três pontos (Discordo; Indiferente; Concordo), assim como a escala de intenção de compra dos diferentes produtos cárneos (Não compraria; Talvez compraria, talvez não; Compraria). Os resultados demonstraram que, dentre os participantes que concordam que o consumo de antioxidantes naturais reduz o risco de doenças, 41,1% e 40,8% não compraria, respectivamente, linguiças e hambúrgueres com adição de antioxidantes sintéticos. Além disso, 69,9% e 67,7% dos participantes compraria, respectivamente, os referidos produtos com a adição de antioxidantes naturais na formulação. Dentre os que discordam da afirmativa, 55,6% compraria ambos os produtos com adição de antioxidantes sintéticos e 33,3% não compraria estes produtos com a adição de antioxidantes naturais. Observa-se, portanto, que a percepção de saudabilidade e crenças sobre benefícios à saúde, em relação a determinados ingredientes e aditivos utilizados em alimentos, influenciam a intenção de compra destes produtos pelos consumidores. Este cenário corrobora como uma estratégia pertinente e promissora a reformulação de produtos alimentícios com a incorporação de ingredientes e aditivos naturais e facilmente reconhecíveis pelos consumidores, como forma de atender nichos de mercado que valorizam atributos de saudabilidade.

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Instituições
  • 1 Departamento de Engenharia de Alimentos, Universidade de São Paulo
  • 2 dep
Eixo Temático
  • Ciências Sensoriais e Perfil do Consumidor (CS)
Palavras-chave
Aditivos
Produtos alimentícios
Saúde humana