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A Ayahuasca é uma bebida enteógena tradicionalmente utilizada em rituais religiosos e espirituais na Amazônia, com crescente interesse por seus possíveis efeitos terapêuticos. Compostos presentes na bebida, como os alcaloides β-carbolínicos e o DMT, têm sido associados a efeitos antioxidantes e neuroprotetores. A presença de compostos fenólicos reforça seu potencial funcional. Diante do aumento de seu uso ritualístico e medicinal, torna-se essencial investigar cientificamente suas propriedades para compreender seus impactos à saúde e seu possível uso terapêutico. Avaliar a atividade antioxidante do chá da Ayahuasca utilizando diferentes métodos analíticos e quantificar o teor de compostos fenólicos totais presentes em sua composição vegetal. O extrato de Ayahuasca foi obtido de um centro espiritualista e analisado nos laboratórios da UFU. Foram aplicados os métodos DPPH, ABTS, Complexo Fosfomolibdênio e Poder Redutor para avaliar a atividade antioxidante, além da quantificação dos compostos fenólicos totais pelo reagente de Folin-Ciocalteu. Os testes foram realizados em triplicata e analisados estatisticamente com software especializado. Os resultados demonstraram que o chá de Ayahuasca possui expressiva atividade antioxidante, dependente da concentração aplicada. No método DPPH, a eficácia aumentou progressivamente, atingindo saturação em concentrações mais altas. Já no ABTS, a ação antioxidante foi limitada em concentrações baixas, mas aumentou significativamente acima de 25 mg/mL. Os métodos do Poder Redutor e Complexo Fosfomolibdênio confirmaram a capacidade do extrato em doar elétrons, indicando ação antioxidante abrangente. A quantificação dos compostos fenólicos revelou 14,2 mg EAG/g, valor compatível com outras plantas medicinais. A atividade antioxidante observada pode ser atribuída à presença de fenóis, flavonoides e alcaloides β-carbolínicos, como harmina e harmalina, que apresentam propriedades redox e potencial sinérgico. Estudos prévios reforçam a eficácia desses compostos em neutralizar radicais livres, proteger o DNA celular e atuar em vias anti-inflamatórias, o que pode justificar os potenciais efeitos benéficos da Ayahuasca em contextos terapêuticos. O chá de Ayahuasca demonstrou significativa atividade antioxidante in vitro, com resultados consistentes entre diferentes métodos de análise. A presença de compostos fenólicos e alcaloides com ação redutora indica um potencial terapêutico relevante, especialmente frente a processos oxidativos. Esses achados justificam o aprofundamento de pesquisas, visando futuras aplicações farmacológicas e o uso seguro da Ayahuasca como agente funcional.
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