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A obesidade é um problema saúde pública global, sendo fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas. A casca da mangabeira (Hancornia speciosa) contém compostos fenólicos, reconhecidos pela alta capacidade antioxidante, propriedades anti-inflamatórias e potencial regulador de peso. O presente estudo objetivou analisar o efeito antiobesogênico de um gel comestível contendo extrato da casca da mangabeira em modelo animal induzido à obesidade. O extrato foi caracterizado quanto ao perfil de compostos fenólicos utilizando sistema de Cromatografia Líquida de Ultra Eficiência acoplado à Espectrometria de Massas (UHPLC-MS). Foram utilizados 22 ratos Wistar machos, recém-desmamados, distribuídos randomicamente em quatro grupos: controle (C, n=6); controle mangaba (CM, n=6) e hiperlipídico (H, n=6); hiperlipídico mangaba (HM, n=4), alimentados com dieta controle (AIN-93M) ou hiperlipídica, respectivamente, durante 13 semanas. O gel com extrato de mangabeira (820mg/kg/dia) foi ofertado diariamente, via gavagem para os grupos CM e HM, enquanto grupos C e H receberam apenas gel. Foram avaliados o consumo alimentar, ganho de peso, ingestão alimentar e glicemia de jejum. O extrato apresentou procianidinas, catequinas, epicatequinas e floridzina. Os grupos H e HM apresentaram maior ingestão energética, justificado pela maior densidade energética da dieta hiperlipídica ofertada (5,13 kcal/g) em relação a dieta controle (3,45 kcal/g). O ganho de peso foi maior nos grupos hiperlipídicos quando comparados ao controle, independe do tratamento (F 1,17=5,94; p<0,02). O tratamento com extrato de mangaba reduziu o ganho de peso corporal independente da dieta ofertada (F 1,17=13,23 p<0,002). O peso final dos grupos tratados com gel de mangaba foi menor em comparação ao dos grupos não tratados, independente do estado nutricional (F 1,17=9,62 p<0,0065). A glicemia de jejum não diferiu entre os grupos. Os dados encontrados corroboram com a literatura, indicando potenciais efeitos benéficos a saúde utilizando a mangabeira, que pode ser uma estratégia na prevenção da obesidade.
ALICE DA SILVA MALVEIRA
Que trabalho interessante, parabéns. Como se explica o mecanismo antiobesogênico do consumo da casca da mangabeira? Vocês tem alguma hipótese em mente ?
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Ana Paula Aparecida Pereira
Olá, Alice. Obrigada pelo interesse em nosso estudo.
Nós ainda estamos avaliando os possíveis mecanismos em duas principais frentes: efeito anti-inflamatório e antioxidante dos compostos fenólicos identificados no extrato.