QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DO SEMAPROCHILODUS INSIGNIS (JARDINE, 1841) COMERCIALIZADO NAS FEIRAS DA CIDADE DE MANAUS

vol. 4, 2019 - 114398
Pôster
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

O consumo de peixe movimenta a economia no estado do Amazonas, como sua capital, Manaus, representa um grande polo de comercialização, esta muitas vezes, não realizada da maneira correta. Assim, o objetivo deste estudo foi realizar análises microbiológicas no jaraqui de escama-grossa (Semaprochilodus Insignis, JARDINE, 1841) comercializados em feiras da capital. As coletas foram realizadas em três regiões da cidade, dois exemplares foram coletados em cada local, acondicionados em sacos plásticos próprios, em caixa de isopor com gelo e levados ao laboratório onde foram processados. As análises microbiológicas foram realizadas para determinação do número mais provável (NMP) de coliformes totais e termotolerantes, pesquisa de Salmonella spp., Staphylococcus coagulase positiva, mesófilas aerófilas e bolores. Para os resultados referentes a coliformes totais e termotolerantes, a legislação brasileira não estabelece um limite máximo, porém segundo a International Commission on Microbiologycal Specifications for Foods, o padrão para avaliação de Coliformes a 45oC, é de no máximo 5x102 NPM/g. Os valores encontrados, referentes as amostras, estão de acordo com os limites estabelecidos pela ICMSF. Já que a atual legislação não solicita, para à contagem de mesófilos aeróbios, utilizou-se também como padrão os valores vigente pela ICMSF (1986), que é de no máximo 107 UFC.g, todas as amostras encontraram-se dentro dos limites. Para Staphylococcus coagulase positiva, observou-se que das seis amostras analisadas, apenas duas continham níveis toleráveis. A legislação vigente, admite que o pescado “in natura”, deve estar ausente de Salmonella sp., correspondente aos resultados obtidos. O crescimento de bolores se deu de forma isolada, em apenas uma amostra. Apesar dos respectivos resultados encontrarem-se, na maioria das análises, dentro dos padrões, há indícios da falta de boas práticas no manuseamento, armazenamento e exposição do produto “in natura”, o que pode levar a contaminação do pescado tornando-o veículo para transmissão de doenças alimentares.

Instituições
  • 1 Departamento de Engenharia Agrícola e Solos / Faculdade de Ciências Agrárias / Universidade Federal do Amazonas
  • 2 Universidade Federal do Amazonas
  • 3 Faculdade de Ciências Agrárias / Universidade Federal do Amazonas
Eixo Temático
  • 4. Alimentação e saúde (AS)
Palavras-chave
Análise Microbiológica
Semaprochilodus Insignis
Peixe