Perfil de consumo de óleo de coco e percepção dos efeitos causados à saúde

vol. 4, 2019 - 116975
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Resumo

Na última década tem sido observado o ressurgimento do óleo de coco como alternativa de óleo para cocção e ingestão, e para o qual ocorrem divulgações contraditórias sobre efeitos na saúde em nível comercial, midiático e científico. Tais aspectos dificultam a compreensão do consumidor e justificam a importância de compreender as motivações para ingestão desse óleo, avaliar sua forma de utilização na alimentação e a percepção sobre as possíveis consequências desse consumo na saúde. Esses objetivos foram avaliados por meio de pesquisa de opinião online sobre o consumo do óleo de coco. Trezentos e trinta (n=330) indivíduos participaram da pesquisa, dos quais 34% (n=111) declararam consumir óleo de coco. O principal motivo de utilização indicado foi este óleo ser considerado mais saudável que outros óleos. Os indivíduos relataram utilizar o óleo de coco principalmente como um componente de receitas culinárias ou como meio de cocção para o preparo de alimentos fritos e grelhados. O consumo diário variou de 1 a 10 mL. A maior parcela dos indivíduos (59%, n=111) relatou não ter notado mudanças significativas na saúde com a introdução do óleo de coco na alimentação e 66% (n=330) acreditam que a ingestão desse óleo não cause malefícios. O desconhecimento de grande parte dos participantes sobre composição e efeitos metabólicos do óleo de coco evidencia a necessidade de ampliar informações baseadas em evidência para a população. Ressalta-se não haver recomendação da quantidade de ingestão capaz de conferir benefícios à saúde e/ou de uma ingestão máxima que não promova danos.

Instituições
  • 1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Eixo Temático
  • 4. Alimentação e saúde (AS)
Palavras-chave
Cocos nucifera
Consumidor
doenças cardiovasculares