USO DE MONITORES AUTOMÁTICOS PARA MEDIDA DA PRESSÃO ARTERIAL NA PRÁTICA DE ENFERMAGEM

Vol 2, 2019 - 104667
Oral
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Resumo

Objetivo: Comparar o domínio do uso de monitores automáticos para medida da pressão arterial entre enfermeiros com atuação assistencial, gerencial e docente. Métodos: Estudo transversal e analítico desenvolvido com 386 enfermeiros de todas as regiões brasileiras entre agosto e outubro de 2018. O convite para participação foi enviado por e-mail aos enfermeiros. Aqueles que aceitaram participar receberam o link para acesso a um questionário online na plataforma SurveyMonkey®. O instrumento continha duas seções: dados sociodemográficos e questões relativas ao domínio do uso de monitores automáticos para medida da pressão arterial. Os dados de resposta foram tabulados no Microsoft Excel® 2016, que também foi utilizado para obter a distribuição absoluta e percentual para apresentação descritiva das variáveis. No SPSS, versão 22.0, utilizou-se o teste qui-quadrado de Pearson para testar a hipótese de que área de atuação dos enfermeiros e experiência de uso são variáveis independentes. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará, sob parecer 2.812.295. Antes de acessar o questionário, todos os participantes assinaram digitalmente o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: Dos 386 enfermeiros participantes no estudo, 333 (86,3%) eram do sexo feminino. A maioria (69,2%) atuava na assistência primária, secundária ou terciária, enquanto 18,9% eram docentes de nível superior e 11,9% exerciam atividades gerenciais. Quanto à experiência no uso de monitores automáticos de pressão arterial, 34,9% já haviam utilizado a tecnologia para medir pressão arterial de pacientes, 25,9% já haviam utilizado para medir pressão de pacientes e familiares e 39,2% nunca haviam realizado medida automática da pressão arterial. Entre enfermeiros assistenciais, o domínio do uso de monitores automáticos de pressão arterial esteve presente em 64,4% dos participantes. Já entre enfermeiros docentes, o achado foi de 54,8%. O teste qui-quadrado mostrou que há diferença estatisticamente significante (p<0,05) entre o domínio do uso dos monitores automáticos a depender da área de atuação do enfermeiro. Conclusões: A comparação entre os grupos evidencia que a área de atuação dos enfermeiros influencia no domínio da tecnologia automática para medida da pressão arterial, de maneira que os docentes possuem menor experiência de uso dos equipamentos. Como consequência, estima-se que a tecnologia automática não esteja

sendo suficientemente utilizada nos cursos superiores de Enfermagem do Brasil. Implicações para a prática clínica: Uma vez que o uso essa tecnologia encontra-se em crescimento no mundo, faz-se relevante ampliar seu domínio por enfermeiros de todas as áreas de atuação, com destaque para os docentes, que agem como formadores e multiplicadores de práticas. Ressalta-se que apesar de o estudo ter sido realizado no Brasil, estima-se que o domínio incipiente de tecnologias automáticas para medida da pressão arterial ocorra em outras nações. Recomenda-se que investigações similares sejam conduzidas em outros países e que a incorporação de monitores validados para medida da pressão arterial seja ampliada na prática de Enfermagem.

Instituições
  • 1 Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem / UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
  • 2 PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM / DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM / UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Eixo Temático
  • 2. Tecnologias do cuidar na saúde do adulto
Palavras-chave
Pressão arterial
Monitores de Pressão Arterial
Enfermagem Cardiovascular
Tecnologia biomédica