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COMPORTAMENTO SUICIDA PARA ADULTOS EM SITUAÇAO DE RUA

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Objetivo: Conhecer os significados do comportamento suicida para adultos em situação de rua de uma cidade do interior do Estado de Minas Gerais. Método: Realizado estudo qualitativo com abordagem qualitativa da teoria das representações sociais. Participaram do estudo 23 adultos em situação de rua do município de Divinópolis (Minas Gerais). Para coleta de dados foi realizado entrevista semiestruturada e o recurso metodológico para análise dos resultados foi a análise de conteúdo de Bardin. A definição do número de entrevistados deu-se por meio do critério de saturação por repetição. As entrevistas ocorreram no período de dezembro de 2016 a fevereiro de 2017. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de São João Del Rei (Nº 1.748.402, CAAE 58512016.3.0000.5545 de 28/09/2016). Resultados: Participaram do estudo 23 adultos em situação de rua apresentando idade média de 38 anos, sendo na maioria homens, com baixa escolaridade e sem vínculo marital (solteiro, divorciado ou viúvo). Emergiram 3 categorias: 1) A tentativa de suicídio para adultos em situação de rua; 2) O contexto de vulnerabilidade ao suicídio dos adultos em situação de rua e 3) O Contexto de proteção ao suicídio dos adultos em situação de rua. Conclusões: Adultos em situação de rua acreditam que o comportamento suicida está relacionado com desespero, descrédito pessoal, transtornos mentais, falta de resiliência e falta de fé, entendem que há maior risco de comportamento suicida entre eles devido ao contexto de situações de violência e transtornos mentais, mas que existem pontos que atuam como protetivos deste comportamento como apoio emocional, social e familiar. Implicações para a prática clínica: Torna-se importante que os profissionais de enfermagem que trabalham com adultos em situação de rua precisam articular estratégias de prevenção do comportamento suicida entre esse público entendendo a importância da estimulação dos fatores protetivos observados pelos entrevistados, como promoção da espiritualidade, fortalecimento das redes de apoio social, reinserção familiar, social e laboral e atenção e cuidado à saúde psicossocial.