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A crescente demanda por fontes renováveis de energia tem favorecido estudos sobre o potencial energético de espécies florestais. Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o poder calorífico superior (PCS) de quatro espécies florestais cultivadas em um sistema agroflorestal (SAF) localizado no município de Ouro Preto do Oeste, Rondônia: Louro-Freijó (Cordia goeldiana HUBER), Bandarra (Schizolobium parahyba var. amazonicum. Huber ex Ducke), Teca (Tectona grandis L. f.) e Mogno Africano (Khaya senegalensis (Desr.) A. Juss ). As amostras foram processadas e caracterizadas no Laboratório de Engenharia de Materiais Lignocelulósicos da Universidade Federal de Rondônia. O PCS foi estimado a partir dos teores de materiais voláteis, cinzas e carbono fixo. Os valores encontrados foram de 19,09 MJ/kg para o mogno, 18,75 MJ/kg para o freijó, 18,64 MJ/kg para teca e 18,23 MJ/kg para bandarra, destacando-se o Mogno Africano, que apresentou o maior valor de PCS. O desempenho superior dessa espécie está associado à sua maior densidade básica e ao elevado teor de carbono fixo. O Louro-Freijó apresentou resultados próximos aos do Mogno Africano, enquanto a Bandarra registrou os menores valores. Conclui-se que as espécies avaliadas possuem potencial para produção de bioenergia, com destaque para o Mogno Africano como alternativa promissora para uso energético na Amazônia.
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