Composição química da casca de Citrus sinensis e implicações para seu aproveitamento tecnológico

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Resumo

A renovação de pomares cítricos gera quantidades expressivas de biomassa que, em muitos casos, permanece subutilizada. A composição química desses materiais fornece informações sobre possíveis rotas de processamento e aproveitamento. O objetivo deste trabalho foi caracterizar quimicamente a casca de Citrus sinensis (L.) Osbeck proveniente de plantios localizados no estado do Pará. Foram determinados os teores de umidade, solubilidade em água fria, água quente e hidróxido de sódio (NaOH), extrativos totais, cinzas e lignina. A casca apresentou teor de umidade de 0,86%, solubilidade em água quente de 16,14%, solubilidade em água fria de 14,42% e solubilidade em NaOH de 50,99%. Os extrativos totais corresponderam a 17,84%, enquanto os teores de cinzas e lignina foram de 8,52% e 25,70%, respectivamente. Os valores observados para os extrativos indicam elevada proporção de compostos não estruturais passíveis de extração. A elevada solubilidade em NaOH sugere maior participação de polissacarídeos suscetíveis à degradação alcalina, enquanto o teor de lignina evidencia a presença de uma fração aromática comparável à observada em diversas biomassas lignocelulósicas. Os resultados demonstram que a casca de C. sinensis apresenta características compatíveis com processos de extração de compostos químicos, conversão biotecnológica e aproveitamento energético.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal de Rondônia
  • 2 Universidade Federal do Paraná | (Universidade Federal do Paraná)
Eixo Temático
  • Tecnologia e Utilização de Produtos Florestais
Palavras-chave
biomassa lignocelulósica
resíduos citrícolas
biorrefinaria