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Introdução: Intervenções direcionadas a ventilação mecânica invasiva (VMI) se vinculam às competências práticas avançadas de enfermagem1,2. Portanto, o incentivo do uso de ferramentas de mensuração da carga de trabalho, como o Nursing Activities Score (NAS) pode contribuir para um melhor planejamento e distribuição equânime das atividades relacionadas a enfermagem baseada em competências3. Objetivo: Verificar o desempenho do NAS para medir a carga de trabalho da enfermagem em pacientes em ventilação mecânica. Método: Estudo de coorte, prospectivo, baseado nas diretrizes do Streanthening the Reporting of the Observational studies in Epidemiology (STROBE), realizado em um hospital público de Ensino terciário na região centro-oeste do Brasil com pacientes cirúrgicos e clínicos internados na UTI, em suporte ventilatório mecânico invasivo por um período superior a 48 horas. Os pacientes foram seccionados em dois grupos, sendo um grupo de ventilação mecânica invasiva VMI (< 21 dias) e outro de VMP (> 21 dias). Foram realizados testes não paramétricos e a análise estatística foi realizada utilizando o ambiente de programação R (versão 4.3.2)4. O nível de significância adotado foi de 5%. O estudo atendeu a Resolução 466/2012 e foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa UnB/FS sob CAEE: 68639623.0.0000.0030. Parecer: 6.068.022. Resultados: Dos 61 pacientes acompanhados, a média de idade foi de 56 anos. O tempo de uso de drogas vasoativas e suporte renal foram significativos em VMP (p = 0,007 versus 0,009), respectivamente. O tempo de VMI foi significativo (p = 0,009) com mediana de 30 dias em VMP e 13 dias em VMI (<21 dias). A gravidade do acometimento renal foi maior no grupo de VMI prolongada (KDIGO 3) (78%). A recuperação da função renal foi significativa no grupo VMI (< 21 dias) (p = 0,034). Apesar de o NAS ter se mantido elevado em ambos os grupos, não houve diferença expressiva na carga de trabalho da equipe de enfermagem com relação ao tempo de VMI. O desfecho predominante foi o óbito (64%). Conclusões: A VMI em pacientes críticos, sendo prolongada ou não, sobrecarrega a equipe de enfermagem, ainda que não haja uma diferença significativa entre esses dois grupos de pacientes em relação ao tempo desse tipo de suporte. A VMI resultou com frequência em IRA grave, doença renal aguda (DRA) e necessidade de TSR evidenciando a gravidade clínica ratificada pela elevação dos escores prognósticos no cenário de cuidado crítico.
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