Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
Introdução: O plano de parto, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1996, é reconhecido como um instrumento essencial para promover a humanização do parto, a autonomia da gestante e o fortalecimento do protagonismo feminino no processo de nascimento. Sua elaboração contribui para a construção de um vínculo mais sólido com a equipe de saúde, reduz medos e ansiedades, e garante que a mulher expresse suas preferências e expectativas para o momento do parto. Quando respeitado, possibilita experiências mais positivas, atua na prevenção da violência obstétrica, diminui a incidência de cesarianas desnecessárias e favorece melhores desfechos maternos e neonatais.
Objetivo: analisar o nível de conhecimento de gestantes no terceiro trimestre da gestação sobre o plano de parto, investigando lacunas informacionais e o apoio oferecido durante o pré-natal.
Método: Tratou-se de uma pesquisa descritiva, transversal, com abordagem quanti-qualitativa, realizada com 20 gestantes entre a 29ª e a 40ª semana, atendidas na Unidade Básica de Saúde nº 7 de Samambaia-DF. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário semiestruturado, após aprovação ética, e seguiu critérios de inclusão e exclusão adequados. A análise quantitativa foi feita por estatística descritiva utilizando o Excel®, enquanto os dados qualitativos foram processados pela análise de conteúdo de Bardin, com auxílio do software IRAMUTEQ. O estudo seguiu o checklist COREQ, garantindo rigor metodológico e transparência. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (CEP/FEPCES), parecer nº. 7.372.774.
Resultados: Apontaram que a maioria das participantes era parda (70%) e possuía ensino médio completo (65%). A análise gerou quatro classes temáticas: procedimentos durante o parto, ambiente ideal, direitos da gestante e momento do nascimento. As gestantes demonstraram interesse em serem informadas sobre todos os procedimentos realizados consigo e com seus bebês, destacaram a importância de um ambiente limpo, confortável e com privacidade ressaltaram o direito ao acompanhante, a preferência pelo parto normal.
Conclusão: Embora o plano de parto seja uma ferramenta de autonomia, cidadania e proteção legal para a mulher, ainda é pouco conhecido pelas gestantes, em grande parte por falhas de comunicação no pré-natal e pela falta de incentivo dos profissionais. Muitas mulheres tomam conhecimento do tema apenas por meio da internet, sem orientação adequada. Assim, reforça-se a necessidade de incluir efetivamente o plano de parto nas consultas, garantindo maior acolhimento, informação e respeito às escolhas maternas.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo