Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
Introdução: A segurança do paciente é um princípio fundamental da assistência em saúde e um dos maiores desafios na prevenção de eventos adversos no contexto cirúrgico. Apesar dos avanços, a participação efetiva dos usuários ainda se mostra limitada, restringindo-se, muitas vezes, ao acolhimento e à confiança na equipe. Nesse cenário, torna-se essencial compreender o protagonismo do paciente cirúrgico como estratégia para reduzir riscos e consolidar cuidados centrados no usuário. Objetivo: Analisar a participação do paciente na segurança do cuidado em unidades de internação cirúrgica de hospitais universitários brasileiros. Método: Estudo quantitativo, transversal, realizado em três hospitais universitários de grande porte, envolvendo 21 pacientes adultos internados em clínicas cirúrgicas. Utilizou-se a Escala de Oportunidades de Participação do Paciente Adulto na Segurança do Cuidado Hospitalar (OPPASCH®), composta por 55 itens distribuídos em três dimensões: paciente, profissional e ambiente. A coleta ocorreu entre abril e julho de 2025, mediante entrevistas individuais durante a internação. Os dados foram submetidos a análise estatística descritiva e inferencial com uso do software SPSS®, considerando frequências absolutas e relativas. Todos os aspectos éticos seguiram o disposto na Resolução nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. Estudo aprovado em comitê de ética em pesquisa CAAE nº 53919621.5.0000.0030. Resultados: A amostra foi composta majoritariamente por homens (52,4%), com idades entre 28 e 84 anos, e 52,4% relataram condição crônica. Embora 81% tenham avaliado seu estado de saúde como bom, apenas 14,3% se declararam plenamente capazes de gerir o próprio cuidado. Quanto à percepção da assistência, 95,2% relataram acolhimento e 100% afirmaram confiança e respeito da equipe. Contudo, apenas 61,9% participaram ativamente das atividades de cuidado e quase metade (47,6%) relatou que decisões foram tomadas sem sua inclusão. Assim, lacunas significativas emergiram em relação à autonomia, à oferta de informações sobre diagnóstico e terapêuticas, ao acesso a materiais educativos e prontuário. Conclusão: Apesar de expressarem confiança, respeito e acolhimento por parte da equipe multiprofissional, os pacientes cirúrgicos permanecem com participação restrita em aspectos decisórios e educativos relacionados à segurança do cuidado. Evidencia-se a manutenção de um modelo centrado no profissional, que limita o protagonismo do usuário. O fortalecimento da segurança cirúrgica requer estratégias de educação em saúde, comunicação clara e acessível, estímulo à autonomia, canais de escuta e valorização da família como rede de apoio. Tais medidas são indispensáveis para transformar a confiança em engajamento efetivo e consolidar práticas assistenciais centradas no paciente.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo