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No presente estudo objetivou-se comparar o uso de suplementos isoprotéicos compostos por milho e farelo de soja ou por casca de soja, sobre o desempenho de novilhos Nelore em sistema de pastejo, assim como comparar economicamente a utilização dos dois suplementos. O experimento foi conduzido no Centro de Pesquisa Nutripura (Mato Grosso, Brasil) no período de transição seca-águas entre os dias 1 de Setembro a 11 de Novembro de 2017, compreendendo 71 dias de experimento, numa área total de pastagem de 63 ha, dividida em 12 piquetes. Foram utilizados um total de 240 novilhos zebuínos não castrados, predominantemente da raça Nelore, com peso inicial de 289 ± 0,9 kg. O delineamento utilizado foi o em Blocos Completos Casualizados, utilizando como critério de blocagem as diferentes plantas forrageiras presentes na área experimental, que conta com quatro piquetes formados por Brachiaria Híbrida - Capim Mulato II (Convert); quatro piquetes formados por Brachiaria brizantha (cv. Marandu) e quatro piquetes formados por Brachiaria humidicola. Os tratamentos testados foram: Casca - suplemento composto por casca de soja, uréia e núcleo mineral e Farelo - suplemento composto por farelo de soja, milho moído, uréia e núcleo mineral. Os 12 lotes de 20 animais foram considerados como as repetições. Os dados econômicos foram calculados com base nos preços praticados em Rondonópolis, MT, durante a execução do estudo. Os novilhos consumiram em média 1,33% do peso corporal em suplemento (4,3 kg/animal/dia de suplemento). Os animais provenientes dos diferentes tratamentos não apresentaram diferenças significativas para peso corporal final (P > 0,05) e nem para ganho médio diário de peso (0,947 e 0,970 kg/dia para os tratamentos Casca e Farelo, respectivamente). Os animais provenientes do tratamento Farelo apresentaram uma menor conversão alimentar do suplemento (P < 0,05) em relação aos animais do tratamento Casca (4,59 e 4,43 de conversão alimentar do suplemento para os animais dos tratamentos Casca e Farelo, respectivamente). Ao avaliar alguns dados econômicos, levando em consideração os valores praticados no estado de MT, na região de Rondonópolis, foi constatado que o custo dos suplemento foi de R$0,43 e R$0,64 para os suplementos dos tratamentos Casca e Farelo, respectivamente, o que resultou em um custo da arroba produzida (considerando apenas o suplemento e um rendimento de carcaça de 50% para os animais utilizados) de R$56,42 para os animais do tratamento Casca e R$82,57 para os animais do tratamento Farelo. A margem bruta por animal considerando apenas o desembolso com a suplementação, foi de R$182,17 e R$124,43 para os novilhos dos tratamentos Casca e Farelo, respectivamente. A utilização da casca de soja em alternativa à combinação de milho moído com farelo de soja em suplementos para novilhos de corte em pastejo não altera o ganho de peso e eleva a margem bruta.
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