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Resumo

A bovinocultura de corte, no Brasil, ocorre predominantemente em sistemas de pastejo. Com intuito de aumentar a taxa de lotação, estratégias como a adoção de lotação rotativa vinculada a adubação nitrogenada vêm sendo utilizadas com maior frequência nas propriedades. No entanto, para assegurar a eficiência deste método de colheita de forragem, é necessário prioritariamente dimensionar a área de ocupação, que diz respeito ao quanto de área de pasto é demandada diariamente para alimentação de cada animal (m² UA-1 dia-1). Assim, objetivou-se quantificar a influência da adubação nitrogenada na área de ocupação do capim Marandu (Brachiaria brizantha cv. Marandu). O experimento foi realizado na fazenda experimental da Universidade Federal de Mato Grosso, campus Cuiabá, localizada no município de Santo Antônio do Leverger, no período de novembro de 2015 a abril de 2016 (águas 2015/2016) e de novembro 2016 a abril de 2017 (águas 2016/2017). O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado, com cinco tratamentos e sete repetições. Os tratamentos consistiram em doses de nitrogênio após cada corte do capim Marandu: 0, 25, 50, 75 e 100 kg ha-1, na forma de sulfato de amônio. As alturas de desfolhação e de resíduo adotadas foram de 40 e 20 cm, respectivamente. Após cada colheita de forragem, realizava-se a adubação conforme os tratamentos mencionados. Para a estimativa da área de ocupação adotou-se o consumo diário de matéria seca em 2,5% do peso vivo, e as eficiências de colheita de 50% e 75% (como não houve pastejo no experimento o termo “eficiência de pastejo” foi substituído por “eficiência de colheita”). Os dados foram submetidos ao teste de regressão linear, quadrática e response-linear-plateau (P=0,10). Em ambas as eficiências de colheita, a área de ocupação foi descrita por modelo quadrático (P<0,10), contudo também explicado por response-linear-plateau (P<0,10), de modo que não houve efeito dos anos. Para a eficiência de colheita de 50%, em ausência de adubação nitrogenada estimou-se uma área de ocupação de 190 m² UA-1 dia-1 e, a partir da dose de nitrogênio de 52 kg ha -1 corte-1, estabilizou-se em uma área de ocupação de 100 m² UA-1 dia-1. Por outro lado, quando se utilizou uma eficiência de colheita de 75%, em ausência de adubação nitrogenada estima-se uma área de ocupação de 100 m² UA-1 dia -1, e a partir da dose nitrogênio de 52 kg ha-1 corte-1, estabilizou-se em uma área de ocupação de 54 m² UA-1 dia-1. A área de ocupação mencionada comumente na literatura para Brachiaria é de 80 a 150 m² UA-1 dia-1, e desse modo, percebe-se que estes valores estão associados a sistemas que não utilizam nitrogênio na adubação de manutenção. Desta forma, a adubação nitrogenada diminui a área de ocupação e promove aumento da taxa de lotação em sistemas de bovinocultura de corte, admitindo-se em lotação rotativa doses de nitrogênio máxima de aproximadamente 50 kg ha-1 por ciclo de pastejo.

Instituições
  • 1 Universidade Federal de Mato Grosso
Eixo Temático
  • Simcorte
Palavras-chave
ADUBAÇÃO DE MANUTENÇÃO
BRAQUIARÃO
LOTAÇÃO ROTATIVA