CORTES PRIMÁRIOS E SECUNDÁRIOS DA CARCAÇA DE BOVINOS DA RAÇA NELORE CLASSIFICADOS PARA DIVERGENTES CLASSES DE CONSUMO ALIMENTAR RESIDUAL (CAR)

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Resumo

Este trabalho foi realizado com o objetivo de identificar possíveis diferenças nos cortes primários e secundários da carcaça de bovinos machos da raça Nelore pertencentes a três diferentes classes de consumo alimentar residual (CAR), após o período de terminação em confinamento. Foram avaliados 27 animais em baias individuais, sendo nove de cada classe de CAR (baixo, médio e alto), com médias iniciais de peso corporal de 430 ± 44 kg e idade de 709 ± 24 dias. O período experimental teve duração de 98 dias, sendo os animais abatidos quando atingiram média de 550 kg de peso corporal. A dieta foi formulada com silagem de milho, feno de braquiária, milho grão moído, farelo de soja e suplemento mineral, na proporção 35:65 de volumoso:concentrado, permitindo ganho médio diário de 1,880 kg. Os animais foram divididos em 9 blocos de acordo com os pesos e a classe de CAR (o mais pesado de cada classe de CAR - Baixo, Médio e Alto - para o mais leve de cada classe). Portanto, o delineamento experimental foi em blocos, analisados pelo procedimento MIXED do SAS e médias comparadas pelo PDIFF ao nível de 5% de significância. A variação encontrada para o valor de CAR foi de 2,386 kg/dia (média de -1,183±0,442 para baixo, 0,178±0,299 para médio e 1,203±0,457 para alto CAR), sendo significativa (<0,0001*) devido a própria diferença no consumo entre as classes. Não foram encontradas diferenças significativas entre as classes de CAR para as variáveis relacionadas ao peso corporal (peso ao abate de 555±43,9 kg, 568±57,2 kg e 550±63,7 kg; para baixo, médio e alto CAR, respectivamente). Não houve diferença significativa entre as classes de CAR para os pesos de carcaças quente e resfriada (325±28,7 e 319±26,6 kg para baixo; 332±32,9 e 325±32,2 kg para médio; 322±45,7 e 315±44,7 kg para alto CAR), e cortes primários da carcaça (traseiro: 76,4±7,67, 77,2±8,63 e 75,4±10,6; dianteiro: 68,5±5,18, 69,0±6,75 e 67,8±9,74; ponta de agulha: 18,0±1,63; 18,9±2,49 e 17,8±2,96; valores para baixo, médio e alto CAR, respectivamente). Sendo assim, a semelhança entre as classes de CAR na porção comestível (total dos cortes secundários para alto, médio e baixo CAR, respectivamente, no traseiro: 51,5±0,698 kg, 51,4±0,630 kg e 51,7±0,821 kg; e no dianteiro: 49,1±0,806 kg, 49,2±1,09 kg e 48,9±1,52 kg), ossos (13,2±1,57 e 11,3±2,45 para baixo; 13,1±1,71 e 11,4±1,64 para médio; 13,3±1,73 e 10,9±2,31 para alto CAR; valores em kg do traseiro e dianteiro, respectivamente) e aparas totais da carcaça (11,7±1,14 e 8,46±1,06 para baixo; 12,6±1,52 e 8,75±1,42 para médio; 11,2±1,34 e 7,82±1,35 para alto CAR; valores em kg do traseiro e dianteiro, respectivamente) também já era esperada. Os animais mais eficientes (baixo CAR), mesmo consumindo menos, apresentaram cortes de carcaça e cárneos comerciais semelhantes àqueles que consumiram mais (médio e alto CAR), ou seja, o menor consumo de alimentos por animais machos da raça Nelore selecionados para CAR não prejudica a produção de carne.

Instituições
  • 1 Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – Unesp campus Jaboticabal
Eixo Temático
  • Simcorte
Palavras-chave
BOVINOCULTURA DE CORTE
confinamento
EFICIÊNCIA ALIMENTAR