Variabilidade das chuvas e balanço hídrico nos anos-padrão da bacia hidrográfica do Rio Cubatão do Sul (SC)

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Vídeo Pôster (Lembrando que a categoria de apresentação será escolhida posteriormente pelo comitê)
  • Eixo temático: Variabilidade, Mudanças Climáticas e Eventos Extremos
  • Palavras chaves: precipitação; recurso hídrico; reanálise MERRA-2;

Autoras(es):

  • 1 Universidade Federal de Santa Catarina

Variabilidade das chuvas e balanço hídrico nos anos-padrão da bacia hidrográfica do Rio Cubatão do Sul (SC)

Karen Andressa Ramos

Universidade Federal de Santa Catarina

Resumo

A ciência está em incessante busca por padrões de uma variabilidade climática para análises de problemas ambientais e socioeconômicos ligados à dinâmica atmosférica, um dos elementos de interesse é o recurso hídrico, vital para a sobrevivência das sociedades e da natureza. A região Grande Florianópolis conta com a bacia hidrográfica do Rio Cubatão do Sul como a principal fornecedora de água, atendendo os municípios Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu e Santo Amaro da Imperatriz, sendo uma região com expressiva densidade demográfica, por isso é fundamental a compreensão da dinâmica hídrica da bacia em questão.
Desta maneira, o objetivo do trabalho é analisar a variabilidade da precipitação da série histórica de 1981 a 2017 e realizar o balanço hídrico dos anos-padrão, na bacia hidrográfica Rio Cubatão do Sul. Os dados de precipitação e temperatura utilizados foram de reanálise MERRA-2. Para a análise da variabilidade das chuvas foi aplicado o método de definição de anos-padrão, utilizando as técnicas estatísticas Fórmula de Sturges, Box Plot, Quantis e Desvio-padrão em relação à média. O balanço hídrico foi executado pelo método Thornthwaite simplificado por Camargo (1962) em anos mais representativos de cada classe realizada pelo método anos-padrão. Os resultados evidenciaram que a bacia Rio Cubatão do Sul apresentou-se o predomínio do padrão habitual, porém houve 13 anos no total de padrão ‘seco’ e ‘muito seco’, em contrapartida 5 anos de padrão ‘chuvoso’ e ‘muito chuvoso’, significando que períodos secos são mais frequentes do que chuvosos. O balanço hídrico demonstrou que houve maiores volumes de excessos hídricos do que deficiências. Todavia, em anos considerados ‘seco’ e ‘muito seco’, houve um padrão de deficiência hídrica apresentando-se durante o outono, sucedendo-se à retirada de água como consequência, enquanto em períodos chuvosos não apresenta padrão sazonal. Em geral, ocorre mais retirada do que reposição hídrica na bacia hidrográfica do Rio Cubatão do Sul.

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