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PRODUÇÃO DE BIOETANOL E HORTA PANC: PROPOSTAS AUTO SUSTENTÁVEIS APÓS CRISE DE ABASTECIMENTO DE COMBUSTÍVEIS
LUCIANA DE MATTOS
Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, RJ.
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Crie um tópicoA problemática dos biocombustíveis ocupa o centro das atenções nacionais e internacionais em razão do aumento excessivo do preço do petróleo e da discussão mundial sobre a diminuição das emissões de carbono. Para a produção de bioetanol, o Brasil conta com a cana-de-açúcar, cujas plantações passam por grande expansão no momento. As áreas relevantes de plantio foram muito expandidas nas últimas três décadas, especialmente nos últimos anos, gerando a perda de áreas florestais, as quais são substituídas por esta monocultura. A perda de biodiversidade ocorre não somente nos campos, bem como nos pratos dos brasileiros, isto porque a eliminação de várias plantas do cardápio diário foi se dando devido à pouca diversidade da agricultura convencional, que limita a dieta contemporânea a poucas espécies. Conhecidas como PANCs, as plantas alimentícias não convencionais são facilmente encontradas na natureza e, em geral, não fazem parte do cardápio diário da maior parte das pessoas. No dia 21 de maio de 2018 deu-se início uma greve de caminhoneiros no Brasil e o projeto de pesquisa foi idealizado em 2019 após questionamentos dos discentes do ensino médio integrado do Centro interescolar Estadual Miécimo da Silva sobre modos de consumo sustentável. O objetivo deste projeto foi contribuir com ideias e ações para a redução da dependência dos combustíveis fósseis ou de etanol derivado de monocultura e com isto reduzir as emissões de carbono, o volume de lixo orgânico e uma melhor qualidade de vida através da alimentação sustentável, a partir da produção de bioetanol com frutos desperdiçados na merenda escolar e de uma horta PANC. Alunos do segundo ano encontraram 80 % de etanol em bananas e 60 % em maçãs extremamente maduras, após experimentos de fermentação alcoólica. Além disso, foram cultivadas hortaliças como peixinho, taioba, almeirão, ora-pro-nóbis, bertalha e coentro selvagem. O presente estudo serviu não somente para fomentar a busca por soluções alternativas de consumo, colaborando para a redução da pegada de carbono com a produção de bioetanol gerado por resíduos orgânicos, bem como para trazer a importância de resgatar a biodiversidade nos pratos de cada discente, os saberes de povos tradicionais e a busca pela segurança e independência alimentar.
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