FREQUÊNCIA, INTENSIDADE E ABRANGÊNCIA DE GEADAS NO ESTADO DO PARANÁ ENTRE 1999 E 2021

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Vídeo Pôster (Lembrando que a categoria de apresentação será escolhida posteriormente pelo comitê)
  • Eixo temático: Variabilidade, Mudanças Climáticas e Eventos Extremos
  • Palavras chaves: Geadas Generalizadas; Variabilidade Climática; Eventos Extremos; Recursos energéticos; Impactos Ambientais e econômicos;
  • 1 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
  • 2 UFPel - Faculdade de Meteorologia / Universidade Federal de Pelotas
  • 3 Universidad Nacional del Litoral / Centro de Estudios de Variabilidad y Cambio Climático (CEVARCAM)

FREQUÊNCIA, INTENSIDADE E ABRANGÊNCIA DE GEADAS NO ESTADO DO PARANÁ ENTRE 1999 E 2021

LUCAS ALBERTO FUMAGALLI COELHO

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Resumo

No inverno de 2021, três ondas de frio causaram geadas no Brasil, com efeitos econômicos associados ao aumento do consumo de energia, custos e preços para mantenedoras de serviços e para o consumidor final. As geadas coincidiram com um momento de forte pressão sobre os recursos, em função da escassez de chuvas nos anos recentes. O objetivo deste trabalho é mostrar a ocorrência de geadas no estado do Paraná (PR), entre 1999 e 2021, com base em um conjunto de dados de temperatura mínima diária (Tmin) de 35 estações meteorológicas (EMs) operadas pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (SIMEPAR). Uma análise de agrupamento hierárquico (AAH) com o método de Ward foi usada para definir grupos e atribuir associações entre as EMs; uma análise de componentes principais (ACP) foi usada para extrair as principais combinações lineares das observações; a intensidade da geada foi definida conforme o valor de Tmin ≤ 0°C, e a abrangência conforme a porcentagem de EMs que apresentaram estes valores: geadas isoladas (GI) (0, 25%), parciais (GP) [25%, 75%) e generalizadas (GG) [75%, 100%]. A AAH mostrou três grupos, dos quais o G1 possui o maior número de EMs, e apresenta poucas geadas, e o G3, o menor, com a maior frequência e intensidade. A ACP mostrou que 60% da variabilidade conjunta é explicada pela primeira componente principal (CP) e está associada à atuação de um anticiclone pós frontal, com valores menores de Tmin no sul do PR, onde estão as EMs de maior altitude; a segunda CP explica 13% da variabilidade e indica geadas a oeste, com o anticiclone a montante; a terceira CP explica 4% da variabilidade, e indica geada no sudeste do PR, com o anticiclone a jusante. Os episódios de GGs são os mais intensos, sendo seis identificados: três em 2000, e um nos anos 2013, 2019 e 2021, o que indica aumento na frequência destes. No último, houve o aumento da área total afetada, pois a estação de Paranavaí observou pela primeira vez uma geada; outros 30% das EMs apresentaram frequência anual recorde. Ao todo foram 13 episódios em 2021, frequência superior à média anual de 9,6 episódios, mas não superior ao desvio padrão de 4 episódios, o que foi verificado nos anos 2000, 2011, e 2016. Por outro lado, a frequência de GPs foi recorde em 2021.

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