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EXTREMO HISTÓRICO DE PRECIPITAÇÃO NA CIDADE DE NATAL-RN
Henderson Wanderley
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
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Os extremos de precipitação, por excesso ou falta, têm potencial de gerar grandes impactos à sociedade. Assim, os custos econômicos de eventos climáticos extremos, sobre os danos causados por chuvas extremas e secas serão agravados por fatores antropogênicos em função das mudanças climáticas. Nesta pesquisa, foi analisado o evento extremo de chuva e sua relação com fluxo de raios cósmicos galácticos (RCG) e temperatura da superfície do mar (TSM), que ocorreu na cidade de Natal-RN, Brasil, em julho de 1998. Os resultados estatísticos foram obtidos com o software R. Neste evento extremo choveu 320% a mais do que a normal climatológica, com chuvas ininterruptas por 40h, e 380 mm em apenas 2 dias. Foi verificada a relação da precipitação superior a 10 mm com o fluxo de RCG a cima de 6390 counts/min. A correlação linear de Pearson da chuva com o fluxo de RCG foi de 0.94 (p-value = 0.0005) e TSM foi -0.76 (p-value = 0.0263), ambas significativos estatística. A taxa entre o fluxo de RCG e chuva foi de +2,87 mm/count/min, enquanto que a taxa de TSM e chuva foi de -7.91e+01 mm/°C. A proporção de variância explicada pela regressão foi de 94,41%, sendo o grau de importância relativa corresponderam a 62,03% para o fluxo de RCG e 32,37% para a TSM, respectivamente. Os resultados mostram, que a chuva extrema ocorrida em Natal, apresentou maior contribuição do RCG do que a TSM, embora ambos tenham contribuído com quase 95% da ocorrência da chuva extrema.
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