AS INFLUÊNCIAS DO SAM, ENOS E DAS ANOMALIAS DE GELO MARINHO DO MAR DE BELLINGSHAUSEN-AMUNDSEN SOBRE OS SISTEMAS FRONTAIS

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Vídeo Pôster (Lembrando que a categoria de apresentação será escolhida posteriormente pelo comitê)
  • Eixo temático: Variabilidade, Mudanças Climáticas e Eventos Extremos
  • Palavras chaves: Teleconexões; Frentes Frias; Gelo Marinho Antártico;
  • 1 Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • 2 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

AS INFLUÊNCIAS DO SAM, ENOS E DAS ANOMALIAS DE GELO MARINHO DO MAR DE BELLINGSHAUSEN-AMUNDSEN SOBRE OS SISTEMAS FRONTAIS

Catharine Freire

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Resumo

O El Niño-Oscilação Sul (ENOS) e Modo Anular do Sul (Southern Hemisphere Annular Mode - SAM) são dois importantes padrões de teleconexão que influenciam o clima da América do Sul (AS). Esses padrões também possuem impactos sobre o gelo marinho antártico. Em estudos anteriores, foram observadas as influências conjuntas do gelo marinho no Mar de Bellingshausen-Amundsen (MBA) e as fases do SAM e do ENOS na frequência das frentes frias na AS e no Oceano Atlântico e adjacente, durante o mês de setembro (mês de máxima extensão climatológica do gelo marinho Antártico). A maior frequência observada no oceano ocorreu durante a atuação da La Niña e do SAM positivo, com máxima extensão de gelo marinho. Enquanto no continente, foram obtidos resultados opostos em todas as categorias (El Niño, SAM negativo e mínima extensão do gelo). Como continuação, para o presente trabalho, pretende-se entender os mecanismos físicos que explicam os resultados apresentados. A reanálise ERA-INTERIM do European Centre For Medium-range Weather Forecasts (ECMWF) foi utilizada para a obtenção dos dados de vento e temperatura, enquanto para temperatura da superfície do mar (TSM) foram utilizados os dados da NOAA, Extended Reconstructed Sea Surface Temperature version 5 (ERSSTv5). Para a categoria de máxima frequências de frentes frias no Oceano Atlântico (La Niña, SAM positivo e máxima extensão de gelo), foi observada uma intensificação da ASAS, favorecendo a formação de sistemas transientes mais ao sul no oceano. Enquanto para a categoria de máxima frequência no continente (El Niño, SAM negativo e mínima extensão de gelo), foi observada uma anomalia ciclônica no Atlântico Sul extratropical e no sul da AS, o que sugere uma área mais propensa à atuação das frentes frias na região. Trens de ondas contribuíram para essas anomalias. Também pode ser observado em todas as categorias que apresentaram máxima frequência de frentes, a presença de um gradiente extratrópicos/subtrópicos positivo de anomalia de TSM no Atlântico Sul. Além de um gradiente meridional positivo anômalo de temperatura do ar ocorrendo nas regiões de maior frequência de frentes.

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