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ANÁLISE DA VARIABILIDADE ESPAÇO-TEMPORAL DA PRECIPITAÇÃO EM SANTA CATARINA - BRASIL
ARIANA PEREIRA SILVA
INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA
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Estudos recentes tem mostrado que a intensidade da precipitação está relacionada com a geomorfologia e circulação local e com a instabilidade desses sistemas em função da elevação e/ou inclinação das montanhas. O Estado de Santa Catarina possui altitudes variadas, o que aumenta a probabilidade de chuvas orográficas. Além disso, a proximidade com o mar também pode ocosionar o aumento das chuvas em regiões litorâneas. O objetivo desse trabalho é analisar as anomalias de precipitação que ocorreram em Santa Catarina e encontrar tendências no padrão de chuvas da região. Foram utilizados dados do sistema ANA, CEMADEN e Epagri, com séries históricas que variam de 2006 até o ano de 2020, totalizando até 15 anos de dados pluviométricos de 24 munícipios do estado. A partir desses dados foram realizadas as médias móveis para períodos de 50 dias e selecionadas as precipitações relativas ao percentil 95, chegando-se aos 5% dos dias mais chuvosos para cada estação do ano. Após esta análise, os dados foram submetidos ao teste de Mann Kendall, obtendo-se 70% dos casos em descendência, 19% dos casos em ascendência e 11% dos casos sem tendência nos padrões de precipitação nas quatro estações do ano. Os resultados, em geral, demonstraram que há variabilidade espacial e temporal da precipitação no Estado, mas em sua maioria, evidenciou-se que, nos dias com maior intensidade de chuvas, o volume de precipitação tem diminuído com o tempo. Todavia, em regiões litorâneas e de altitudes elevadas registrou-se aumento nos indices pluviométricos. Este fato pode ser confirmado pelos dados do presente estudo, como por exemplo, nos municípios de Laguna e Urussanga, localizados em altitudes baixas, nos quais em quase todas as estações do ano foi comprovada a tendência ascendente do padrão pluviométrico. Já para os municipios de Dionísio Cerqueira e Xanxerê, localizados em altitudes maiores, que também apresentaram padrão de chuvas ascendente em todas as estações do ano, a causa pode estar relacionada à formação de tempestades convectivas do verão austral. Outros municípios com ascendência, foram São Joaquim e Rio do Campo, mas somente no verão, cujas causas podem estar relacionadas à atuação de fenômenos climáticos como o El Niño que, em geral, afetam todo padrão de chuvas no sul do Brasil.
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