ANÁLISE DA CONFIGURAÇÃO DO MODELO WRF PARA UM EVENTO DE CHUVA SEVERA NA COSTA LESTE DO NORDESTE DO BRASIL

Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Detalhes
  • Tipo de apresentação: Vídeo Pôster (Lembrando que a categoria de apresentação será escolhida posteriormente pelo comitê)
  • Eixo temático: Variabilidade, Mudanças Climáticas e Eventos Extremos
  • Palavras chaves: Eventos Extremos; Simulação numérica; Nordeste Brasileiro;
  • 1 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
  • 2 Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais

ANÁLISE DA CONFIGURAÇÃO DO MODELO WRF PARA UM EVENTO DE CHUVA SEVERA NA COSTA LESTE DO NORDESTE DO BRASIL

Saulo Barros Costa

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Resumo

De acordo com o “Atlas Brasileiro de Desastres Naturais”, o Nordeste do Brasil é a região que mais registra eventos de desastres naturais no país, respondendo por 39% das ocorrências. Dentre essas ocorrências, os três principais eventos que mais causam perdas humanas são as enxurradas, os escorregamentos de massas e as inundações, ou seja, são episódios diretamente associados a eventos de chuva severa. No dia 13/06/2019, favorecido pela convergência do fluxo de umidade em baixos níveis, uma intensa precipitação no litoral dos estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba foi observada, com um registro pluviométrico na Região Metropolitana do Recife (RMC) de 235mm/24h. Além da intensa precipitação nessa região, ocorreram também perdas humanas, fechamento do aeroporto com cancelamento de voos, suspensão das aulas, interrupção do transporte público, entre diversos outros distúrbios de ordem social. A despeito da alta resolução dos modelos de previsão de tempo operacionais no Brasil, nenhum deles, na previsão de 24h, conseguiu prever com satisfação o grande volume de chuva registrado, reafirmando a condição ainda desafiadora para os modelos numéricos na região. Neste trabalho, foram testadas 56 configurações diferentes do modelo WRF, centrado na RMC nas coordenadas -35.5 e -8.0 graus de longitude e latitude, respectivamente, com 5km de resolução, 201 pontos em ambas as direções X e Y, e previsão de 24h. As simulações tiveram inicialização e condição de contorno das análises e previsões do modelo GFS. Foram testados os esquemas de microfísica, camada limite planetária, camada da superfície e cobertura da superfície em busca da melhor representação do campo de precipitação. A chuva foi verificada através dos índices estatísticos como o erro médio relativo (EMR), viés, raíz do erro médio quadrático (RMSE) e o erro médio absoluto (MAE) em 253 estações pluviométricas automáticas fornecidas pelo CEMADEN. Os resultados mostraram uma variação superior a 200% entre a melhor e a pior configuração utilizada nos valores médios de precipitação acumulada. O esquema físico que mais contribuiu para a correta reprodução de chuva na região foi o de camada limite planetária. A melhor configuração foi capaz de representar muito bem a chuva acumulada, apresentando um EMR de apenas 1%.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!