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ANÁLISE CLIMÁTICA PARA CAMPINAS: SUBSIDIOS ESTATÍSTICOS PARA A DISCUSSÃO SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Larissa Zezzo
Universidade Estadual de Campinas
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O 6º relatório do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas, mostra que alterações no clima produzidas pelas atividades humanas serão expressas, principalmente, quanto a ocorrência e intensidade de eventos climáticos extremos, sendo que tais alterações já estão em curso. Assim, é necessário conhecer a dinâmica do clima local, para medidas eficazes de adaptação e mitigação. Este estudo objetivou analisar estatisticamente as tendências das precipitações e das temperaturas (máximas e mínimas) no período de 1990 a 2020, bem como extremos de temperatura e precipitação, para o município de Campinas-SP. As análises foram realizadas em especial para as estações de verão e inverno. Foram utilizados dados do modelo da NASA POWER que foram comparados e validados com dados de campo da Estação Meteorológica do CIIAGRO (IAC, Campinas). Para o cálculo dos valores extremos, utilizou-se dois índices, um para temperatura: o SU; e outro para precipitação: o CDD. Também foram realizados os testes de Menn-Kendall e de Pettitt. Os resultados sugerem que nesses 30 anos, as variáveis meteorológicas estudadas estão mudando de padrão. O índice SU vem crescendo ao longo da série e apresentou uma maior quantidade de dias com temperaturas acima de 25°C nos anos de 2014, 2019 e 2020. Sazonalmente, as maiores temperaturas máximas durante o inverno concentraram-se no mês de agosto, e as menores temperaturas mínimas, no mês de julho. No verão, o mês com maiores temperaturas máximas e menores temperaturas mínimas da série foi dezembro. Para a precipitação, o índice CDD apontou o ano de 1994 como o mais seco da série, somando 81 dias consecutivos com precipitação menor ou igual a 1 mm. O teste de Menn-Kendall identificou tendência de aumento nas temperaturas máximas e mínimas para ambas as estações e tendência de declínio na precipitação também em ambas as estações. Segundo o teste de Pettitt, houve quebra na homogeneidade da série nas temperaturas máximas e mínimas em 2017 para o inverno e em 2011 e 2009 para o verão. Para a precipitação, a quebra ocorreu no ano 2000 para o inverno e 2003 para o verão. Assim, evidenciaram-se alterações significativas nos padrões de temperatura e precipitação para o município nos últimos 30 anos, principalmente nos últimos 10 anos.
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