AMBIENTE SINÓTICO EM EVENTOS DE TEMPESTADE SEVERA ASSOCIADOS À PASSAGEM FRONTAL

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Vídeo Pôster (Lembrando que a categoria de apresentação será escolhida posteriormente pelo comitê)
  • Eixo temático: Variabilidade, Mudanças Climáticas e Eventos Extremos
  • Palavras chaves: tempestade severa; Eventos Extremos; frente fria; Jato de Baixos Níveis (JBN); Santa Catarina;
  • 1 Centro de Informações de Recursos Ambientais e Hidrometeorologia de Santa Catarina
  • 2 Instituto Federal de Santa Catarina - Florianópolis, Santa Catarina

AMBIENTE SINÓTICO EM EVENTOS DE TEMPESTADE SEVERA ASSOCIADOS À PASSAGEM FRONTAL

M. Laura Guimarães

Centro de Informações de Recursos Ambientais e Hidrometeorologia de Santa Catarina

Resumo

Tempestades severas estão entre os eventos extremos que atingem Santa Catarina (SC) causando desastres naturais com grandes prejuízos econômicos e perdas humanas. Especialmente, as frentes frias provocam mudanças de tempo no Estado, com uma média mensal de 3 a 4 sistemas. O objetivo deste estudo foi determinar as condições atmosféricas em tempestade severa associada à passagem de frente fria e ambiente pré-frontal em SC. Para tal, foi efetuado o levantamento de casos de tempestade em dias de passagem ou pré-frontal, entre 2009 e 2018. Foram utilizados dados observacionais de vento em superfície de estações do Instituto Nacional de Meteorologia e Epagri/Ciram; imagens do satélite GOES/NOAA e dados do ECMWF Reanalysis (ERA-Interim) com resolução espacial 0.25º, para campos de vento, temperatura e umidade específica em 850 hPa. No total foram identificados 15 eventos com registro de tempestades em pelo menos uma das regiões catarinenses, acompanhadas de rajadas de vento acima de 60km/h. Ocorreu granizo em 11 eventos. Houve um episódio com tornado e dois com microexplosão. A maior frequência de casos ocorreu na primavera e verão e nos anos de 2015, 2016 e 2017. Não houve um horário preferencial do dia para a ocorrência dos eventos. A maior parte dos casos ocorreu nas regiões do Oeste e Planalto Sul, com o predomínio de um fluxo de noroeste em 850 hPa, entre 20 e 30m/s, caracterizando o Jato de Baixos níveis (JBN) no leste da Bolívia, Paraguai e norte da Argentina, com transporte de ar úmido para o interior de SC. Os casos de tempestade em todas as regiões de SC ocorreram mais no verão e com o JBN em um fluxo de norte direcionado para SC, associado à borda do Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul posicionado mais próximo da costa Sul do Brasil, transportando umidade tanto para o interior como para as áreas litorâneas. Em geral, o fluxo de umidade específica direcionado para SC ficou em torno de 12g/kg, na região e período de maior intensidade do JBN, ou seis horas antes.

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