Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
A “SECA” NO OESTE/SUDOESTE DO PARANÁ E SUA RELAÇÃO COM ANOMALIAS DE TEMPERATURA DA SUPERFÍCIE DO MAR (TSM)
Angélica Maiara Pivatto Schmoeller
UNIOESTE
Agora você poderia compartilhar comigo suas dúvidas, observações e parabenizações
Crie um tópicoEventos extremos positivos de chuva na região sul do Brasil estão relacionados a períodos de El Niño. Porém, a causa de eventos de seca ou estiagem ainda é pouco conhecida. A presente pesquisa teve por objetivo entender como os períodos de seca podem ter relação com anomalias de Temperatura da Superfície dos Mares (TSM). Foram utilizados dados diários de precipitação em 30 estações meteorológicas para o período de 1977 a 2018. Foram aplicados testes para extrair índices de seca, segundo pacote RClimpact; após, foram definidos períodos secos pelo método gráfico cronológico de tratamento da informação (MGCTI) e, a partir disso, elaborados mapas de anomalia de TSM durante os períodos secos e muito secos. Assim foi possível identificar que 62,5% dos anos muito secos tiveram a presença de La Niña. Além desse fenômeno, pode-se destacar a influência de outras regiões sobre o clima da região, tais como a costa leste do Sudeste (SE) da América do Sul (AS) e o Atlântico Tropical Norte. No entanto, não há um padrão de comportamento de TSM em outras áreas oceânicas que explique os anos muito secos, além do La Niña. Já nos anos secos, em 42,85% dos anos houve a presença de La Niña no Pacífico Equatorial. Porém, outras áreas também influenciam na dinâmica da chuva da área de estudo. Nos anos secos pode-se destacar a presença de anomalias positivas na costa leste do SE da AS. Foi elaborado um mapa de correlação linear entre a chuva média para a área de estudo e a TSM global. O mapa de correlação linear permitiu definir as áreas que estão associadas com a seca na área de estudo, sendo: Pacífico Equatorial, indicando que as secas (chuvas intensas) no continente são causadas por resfriamento (aquecimento) das águas oceânicas; Atlântico Tropical Norte, que pode atuar na regulação das chuvas da área de estudo por sua relação com os Jatos de Baixos Níveis; e costa leste do SE da AS, responsável também por trazer umidade para as regiões Oeste e Sudoeste do Paraná, quando ocorre uma anomalia positiva (negativa) de TSM nessa região, a pressão e a circulação atmosférica aumentam (diminuem), trazendo mais (menos) umidade para a região citada.
Eliane Barbosa Santos
Angélica, foi analisado a correlação com defasagem?
Se a TSM influenciar a precipitação com uma certa defasagem seria possível utilizá-la como um preditor da precipitação.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo
Leila Limberger
Oi Eliane, sim, usamos defasagem de até 3 meses. E é possível usar para predizer, sim. Na minha tese (Limberger, 2015) eu calculei a previsão para 0, 3 e 6 meses de acordo com as áreas de TSM melhor correlacionadas com as chuvas da Amazônia. Veja nesse link a minha tese https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-15122015-140500/pt-br.php
Obrigada pela pergunta. Sigo à disposição.
Eliane Barbosa Santos
Leila, obrigada por compartilhar o link da sua tese. Parabéns pelo trabalho!