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Introdução: Fluido de corte é utilizado na usinagem de metais para atribuir melhor qualidade ao processo e ao produto, pois garante melhor acabamento à peça. Este fluido é composto por uma emulsão entre água, óleo e aditivos, e para ser descartado deve sofrer o processo inverso de sua fabricação, ou seja, de desemulsificação entre água e óleo visando ocasionar menores impactos ambientais. Este processo pode ser executado através de métodos físicos e/ou químicos, como de sais e ácidos. Uma proposta pertinente, porém pouco estudada, é a biodesemulsificação. Este trabalho objetivou isolar e avaliar o potencial desemulsificante de bactérias autóctones de fluido de corte. Métodos: Para tanto, 8 colônias de bactérias provenientes de fluido de corte usado e sem uso foram isoladas em ágar nutriente, incubadas em estufa microbiológica à 36 °C por 24 horas e caracterizadas quanto às suas características morfotintoriais através do método de coloração de Gram. Para o teste de biodesemulsificação, as bactérias foram padronizadas na escala 0,5 conforme a metodologia de MCFarland. Em seguida, 10 μl de cada solução foram adicionados a tubos de ensaio contendo 3 ml de fluido de corte e incubadas à 36 °C durante 48 horas. Testes de desemulsificação (química) foram conduzidos com H2SO4 em concentrações de 0,03; 0,06; 0,10; 0,13 e 0,16% sob as mesmas condições. Posteriormente comparou-se a separação do óleo entre os testes de desemulsificação biológica e química. Resultados: Quanto às características morfotintoriais, quatro bactérias são estafilococos gram-positivos, dois bacilos gram-negativos e dois cocos gram-negativos. Todas as bactérias isoladas apresentaram capacidade desemulsificante equivalente a aproximadamente 0,10% de H2SO4. Conclusões: Conclui-se que as bactérias autóctones de fluido de corte possuem potencial desemulsificante e podem contribuir com a otimização do processo sendo utilizadas no tratamento do fluido de corte em substituição aos aditivos químicos.