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Introdução: Os biocombustíveis são combustíveis renováveis provenientes de óleos vegetais ou animais e matéria orgânica vegetal. Na produção de biodiesel é necessário gordura animal ou uma oleaginosa para a transformação de ésteres presentes nos óleos em ésteres alquilícos. A utilização de uma oleaginosa é vantajosa, pois algumas fontes podem ser cultivadas em áreas agrícolas danificadas, não prejudicando a produção de alimentos e reaproveitando pastagens abandonadas pela agropecuária. Como exemplo podemos citar o pinhão-manso (Jatrophacurcas L.), uma espécie nativa brasileira. Em relação ao processo de obtenção do biodiesel é necessário o método de transesterificação, no qual ocorre a partir de um triglicerídeo com um álcool na presença de um catalisador químico ou enzimático. Os biocatalizadores utilizados na transesterificação enzimática para a produção de biodiesel são as lipases obtidas a partir de fontes animais, vegetais, ou microbianas. Esses biocatalizadores possuem várias vantagens: não agridem o meio ambiente, não requer tratamento de efluentes, apresenta alta especificidade com o substrato, não exige altas temperaturas e quando imobilizados podem ser reutilizados. Considerações Finais: Diante da problemática causada pelos combustíveis fosseis, tem se a necessidade da utilização de fontes que sejam menos poluentes. Uma alternativa é o biodiesel que substitui os derivados do petróleo, diminuindo a emissão de gases que prejudicam a sociedade e devastam a camada de ozônio. A presente revisão tem como objetivo demonstrar a viabilidade da produção de biodiesel a partir de uma oleaginosa, utilizando o óleo de pinhão manso, dando ênfase na etapa de transesterificação enzimática aplicando a enzima lipase.