Produção e Caracterização de Beads de PEJU-Alginato para Aprisionamento de Peptídeos de Phaseolus vulgaris
Introdução: Estudos demonstram correlação entre o consumo de feijão (Phaseolus vulgaris) e a prevenção de doenças cardiovasculares e às relacionadas ao estresse oxidativo. Estes benefícios para a saúde são atribuídos à presença de peptídeos bioativos nesse grão. Entretanto, esses peptídeos são susceptíveis a degradação enzimática no trato gastro-intestinal e fraca permeabilidade através da mucosa. Para impedir tal degração, o aprisionamento em "beads" produzidas com a blenda de alginato e PEJU (polissacarídeo extraído da goma do cajueiro), vem como alternativa para a administracao de peptideos bioativos, promovendo a liberação e absorção de peptídeos intactos, aumentando sua biodisponibilidade. Métodos: As beads foram preparadas sob agitação constante, utilizando-se a técnica de "ionotropic gelation", sendo separadas em três grupos e submetidas a diferentes métodos de desidratação (liofilização, desidratação com acetona e temperatura ambiente). Para diferentes tipos de beads também se alterou as concentrações dos polissacarídeos entre 1,0, 2,5 e 5,0% e o tempo de cura entre 30min, 1h e 24h. As beads foram caracterizadas pela medida do diâmetro e observação das características morfológicas em três momentos (recém produzidas, desidratadas e reintumescidas). Em seguida, os peptídeos provenientes de feijão comum, foram encapsulados, solubilizando-os na blenda antes de serem gotejados no carbonato de cálcio. Resultados: Foram obtidos diferentes tipos de beads, com tamanho entre 2mm e 0,3mm, formatos como esféricos ou de cristal e características como duras, quebradiças, resistentes e moles. Os peptídeos foram encapsulados para futuros testes de liberação e resistência à digestão. Conclusões: Foi desenvolvido um produto biotecnológico capaz de aprisionar peptídeos bioativos de Phaseolus vulgaris para liberação direcionada.