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Introdução: As amilases são hidrolases de grande significado devido a ampla área de aplicação em vários processos industriais como nas indústrias de alimentos; têxtil; de papel; detergentes; combustíveis etanólicos; bebidas alcoólicas. Fungos filamentosos têm sido descritos como fontes microbianas de enzimas amilolíticas. O objetivo deste estudo foi averiguar a capacidade de produção de amilases pelo fungo filamentoso Penicillium sp isolado de solo em fermentação submersa agitada e estacionária. Métodos: Culturas estoque do fungo foram repicadas em BDA e incubadas a 28oC por até 7 dias para obtenção de células jovens que posteriormente foram usadas como inóculo através de uma suspensão de conídios produzida com salina estéril e 0,1% de Tween 80. Para produção de amilases foi inoculado aproximadamente 5x106 conídios/mL de suspensão, em frascos Erlenmeyer 125 mL contendo 25 mL de sais de Vogel e 1% de amido. O fungo foi cultivado a 28oC por 7 dias sob condições estáticas e por 5 dias sob agitação a 120 rpm. O extrato bruto enzimático (EBE) obtido após filtração a vácuo dos cultivos foi utilizado para quantificação da atividade amilásica através da incubação, por 10 min a 40OC, de 1mL de amido 1% (em tampão fosfato 50mM pH 7.0) com 1mL do EBE. Uma unidade de amilase foi definida como a quantidade necessária para formar 1μmol de glicose por unidade de tempo nas condições do ensaio. Resultados: A fermentação sob agitação não favoreceu a produção de enzimas amilolíticas (0,64U/mL), enquanto que no EBE resultante das condições estacionárias foi encontrado 4,8U/mL de amilase. O crescimento microbiano foi avaliado pelo peso da biomassa úmida e a fermentação estática resultou em 1,72g enquanto que a fermentação agitada em 0,869g. Conclusões: Em suma, os melhores resultados foram alcançados com a condição estática. Trabalhos futuros serão desenvolvidos para otimizar a produção de amilases por este isolado de Penicillium sp.