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Isolamento e Caracterização de Bactérias Degradadoras de Fluído de Corte

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Introdução: Nos processos de usinagem, o contato entre a ferramenta de corte e a peça, gera o aquecimento da ferramenta, seu desgaste prematuro e, em casos críticos sua ruptura. Para atenuar estes problemas, geralmente são empregados fluidos de corte (FC) emulsionáveis. Como são poluentes, não podem ser descartados diretamente no esgoto, sem tratamento prévio. Visando colaborar com o tratamento biológico do efluente e evitar a utilização de agentes químicos, o presente trabalho isolou-se e caracterizou-se bactérias capazes de realizar a degradação do FC. Métodos: Para seleção dos microrganismos foram coletadas, em uma floresta nativa da região, duas amostras contendo 160g de solo. A cada cinco dias durante três semanas a primeira amostra foi contaminada com 5 % (m/v) de FC sem uso, enquanto a segunda foi hidratada com água na mesma porcentagem (controle). Após esse período, inoculou-se, em duplicatas, 1g das amostras em 100 ml de meio Bushnell-Haas (BH) com 1% (v/v) de fluido. A partir do BH líquido, no primeiro e quinto dia, foi realizada a contagem (técnica de diluição seriada), em meio BH sólido contendo 1% (v/v) de FC como fonte única de carbono. Após, foram isoladas colônias visualmente diferentes. Resultados: As contagens do primeiro dia apresentaram uma média de crescimento igual a 8,78.103 UFC/mL das amostras contaminadas e 7,5.101 UFC/mL das não contaminadas. Enquanto a segunda contagem apresentou uma média de 1,1.107 UFC/mL e 1,9.106 UFC/mL, respectivamente. Foram isoladas 8 colônias bacterianas, sendo 6 bacilos gram-negativos e 2 gram-positivos. As contagens apontaram que os microrganismos cultivados em solo contaminado apresentaram um melhor desenvolvimento na presença de FC. Conclusões: Conclui-se que, ao utilizar microrganismos provenientes da amostra contaminada, estes podem apresentar um melhor desempenho na etapa de tratamento, pois demonstraram capacidade de degradá-lo e se desenvolverem.