Eficiência do Tratamento de Membranas de Nylon para Imobilização de β-glicosidase de Soja
Introdução: β-glicosidases são enzimas que hidrolisam ligações glicosídicas. Atuam em diferentes substratos possibilitando sua utilização em diversos setores e processos industriais. A imobilização de enzimas apresenta vantagens para a aplicação na indústria e membranas de nylon podem ser utilizadas como um suporte inerte. Assim, o objetivo do trabalho foi testar a eficiência de imobilização da β-glicosidase de soja em membranas de nylon tratadas. Métodos: A β-glicosidase foi extraída de farinha de cotilédones de soja com tampão fosfato de sódio 100 mM, pH 6,6 para obtenção do extrato bruto (EB) que foi fracionado com sulfato de amônio (40–85% de saturação a 4 °C). As membranas de nylon foram tratadas com álcool 95 % por 2 h, lavadas com água destilada e tampão fosfato 0,1 M, pH 7,4, por três vezes e embebidas com HCl 0,5 M por 10 min, lavadas e mantidas em NaOH 0,5 M por 10 min, temperatura ambiente, lavadas, autoclavadas em tampão fosfato 0,1 M, pH 7,4 a 121 ͦC por 20 min e ativadas com glutaraldeído 2,5 %. Para a imobilizoção da enzima no nylon tratado foram adicionados 30 mL de extrato de soja contendo β-glicosidase (8 x 10-3 UA mg -1) às membranas por 8 h a 4 ͦC com agitação lenta. A eficiência de imobilização (%) foi expressa como (atividade específica da enzima imobilizada/atividade específica da enzima livre) × 100. A atividade foi determinada utilizando o substrato ρ-nitrofenil-β-d-glicopiranosídeo (ρ-NPG) e o teor de proteínas, com padrão de albumina de soro bovino. Os experimentos foram realizados em triplicata. Resultados: A determinação de atividade da β-glicosidase imobilizada nas membranas de nylon tratadas foi nula. Conclusão: O tratamento de membranas de nylon com álcool, ácido, calor e ativação com glutaraldeído não foi eficiente para imobilização de β-glicosidase.