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Caracterização Bioquímica e Molecular de Bactérias Isoladas de Nódulos de Amendoinzeiro (Arachis hypogaea L.)

Favoritar este trabalho

Introdução: O amendoim (Arachis hypogaea L.) é uma das principais oleaginosas cultivadas no Brasil e no mundo, este tem a habilidade de se beneficiar da simbiose estabelecida entre a planta e bactérias fixadoras de nitrogênio do gênero Bradyrhizobium. Estas bactérias ocorrem naturalmente no solo e são capazes de fixar o nitrogênio atmosférico a uma forma absorvível pelas plantas, dispensando ou reduzindo o uso de fertilizantes químicos. O objetivo deste trabalho foi avaliar as características bioquímicas e moleculares de estirpes isoladas de nódulos de amendoinzeiro. Métodos: Foram utilizadas 14 estirpes (IPRAh) pertencentes à coleção de microrganismos do Laboratório de Microbiologia do Solo do IAPAR, provenientes de áreas de cultivo de amendoinzeiro em Miraselva/PR. As avaliações das estirpes foram: produção das enzimas amilase, carboximetilcelulase, lactase e protease in vitro, síntese de ácido-3-indol-acético (AIA), solubilização de fosfato de cálcio e agrupamento por BOX-PCR. Resultados: A porcentagem de estirpes que apresentaram atividade enzimática foi: 36% para amilase, 50% para carboximetilcelulase, 14% para lactase. Não foi observada a produção da enzima protease para nenhuma estirpe. Apenas cinco estirpes (36%) apresentaram potencial para solubilizar fosfato in vitro. Todas as estirpes produziram AIA com taxas de 1,93 a 7,48 µM de AIA/mL-1. O dendrograma obtido a partir dos perfis eletroforéticos de cada estirpe gerado pelo BOX-PCR mostrou a formação de oito grupos com alta similaridade, sendo possível observar que para características genotípicas há baixa diversidade (índice de Shannon 1,83). Conclusões: A estirpe IPRAh1013 foi a que apresentou a maior taxa de produção de AIA, solubilização de fosfato in vitro e produção da maioria das enzimas analisadas. As estirpes isoladas dos nódulos das plantas de amendoim apresentaram características bioquímicas distintas.