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Introdução: Aflatoxinas são micotoxinas produzidas por Aspergillus flavus, A. parasiticus e A. nominus, encontradas principalmente em gramíneas e leguminosas, como o milho. Há conhecimento de cerca de 20 compostos análogos de aflatoxinas, sendo a aflatoxina B1 (AFB1) a mais frequente e mais tóxica, classificada pelo IARC (International Agency for Research of Cancer) como carcinógeno do grupo 1, ou seja, cancerígena para os seres humanos. Essa micotoxina pode ser encontrada em silagem e ração utilizadas na alimentação de gados, e quando ingerida, é hidroxilada no fígado formando a aflatoxina M1 (AFM1), que pode ser excretada no leite, permanecendo no mesmo após tratamentos térmicos. O objetivo do trabalho foi verificar os níveis de contaminação por AFM1 em leite pasteurizado, UHT e em pó, comercializado em Londrina-PR. Métodos: Quarenta e duas amostras de leite pasteurizado, UHT e em pó foram adquiridas no varejo de Londrina. As amostras de leite em pó foram preparadas como amostras de leite fluido, homogeneizando-as em água destilada e aquecendo-as a 50 ºC em banho-maria. Realizou-se a centrifugação das amostras a 3500 g a 15 °C durante 10 minutos para desengordurar as mesmas, e então retirou-se o sobrenadante para análise pelo teste de ELISA para AFM1 (Ridascreen, R-Biopharm AG, Germany). Resultados: Encontrou-se contaminação por AFM1 em 100% das amostras, com variação de 0,01 a 0,81 μg/kg, não apresentando concentrações acima do máximo permitido pela legislação brasileira (0,5 μg/kg para leite fluido e 5 μg/kg para leite em pó). Conclusões: Os níveis de AFM1 em leite pasteurizado, UHT e em pó comercializado em Londrina-PR, estão dentro dos limites da legislação brasileira, porém algumas amostras estão acima dos limites permitidos pela Comunidade Europeia. Para a diminuição desses níveis, podem ser aplicadas medidas preventivas para a não contaminação da alimentação animal por AFB1, como controle de temperatura e armazenamento.