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Introdução: Flavonoides são metabólitos secundários, pertencentes ao grupo dos polifenóis, sendo comumente encontrados em diferentes partes de plantas como frutos, sementes, caules, folhas e flores. Morina, ou 3,5,7,2',4'-pentahidroxiflavona, é um flavonol de coloração amarelada extraído de plantas pertencentes a família Moraceae. Morina pode ser encontrada em diversas preparações de origem vegetal e é recomendada no tratamento de diversas patologias por possuir efeitos antioxidantes, antidiabéticos, anti-inflamatórios, antitumorais, anti-hipertensivos, bactericida e neuroprotetivo. Neste trabalho a morina foi selecionada através da bioinformática como um possível inibidor da piruvato ortofosfato dicinase (PPDK) de milho, enzima que tem sido considerada um sítio de ação atrativo para o desenvolvimento de novos herbicidas. Aqui, a atividade herbicida da morina foi avaliada sobre plântulas de milho. Métodos: Sementes de milho (cv. IPR 164) foram desinfetadas com hipoclorito de sódio 2% por 5 min, lavadas com água destilada e em seguida colocadas para germinar entre folhas de papéis germitest, a 25 °C, por 72 horas no escuro. Vinte e cinco plântulas foram selecionadas e acondicionadas em placa de acrílico perfurada, a qual foi suspensa em recipiente de vidro contendo 200 mL de solução nutritiva com ou sem morina (0–500 µM). O recipiente contendo as plântulas foi mantido em câmara de crescimento a 25 °C e com fotoperíodo de 12h/12h (claro/escuro). O comprimento e a biomassa fresca das raízes foram determinados após 96 horas de incubação. A biomassa seca foi determinada após desidratação dos tecidos em estufa a 70 ºC por 72 horas. Resultados: O comprimento das raízes das plântulas tratadas com 250 µM de morina foi inibido em 19,20%, já as plântulas tratadas com 500 µM apresentaram uma inibição do comprimento de 31,48%, ambos sendo estatisticamente significativos. A biomassa fresca apresentou reduções de 10,69% e 16,33% nos tratamentos com 250 e 500 µM de morina, respectivamente. A morina não afetou significativamente a biomassa seca das plântulas de milho. Conclusões: O cultivo de plântulas de milho em hidroponia por 96 horas na presença de Morina nas concentrações de 250 e 500 µM afetou significativamente o crescimento das raízes. Estudos futuros irão revelar outros efeitos que tais concentrações podem causar nas plantas, bem como se ocorre realmente a inibição da enzima PPDK, confirmando o uso da Morina como um potencial herbicida.
Agências de Fomento: CNPq e Fundação Araucária.
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