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Introdução: O microbioma vegetal abriga diversos microrganismos que possibilitam absorção de nutrientes, além de proporcionar proteção para a planta. Existem fatores que vão influenciar na presença e atividade metabólica dos microrganismos tais como fatores edáficos, relacionados ao solo e sua composição, e genotípicos da planta. O feijão carioca (Phaseolus vulgaris) é importante devido a seu alto valor proteico e tem o Paraná como um dos principais produtores. A utilização de bactérias endofíticas na agricultura vem trazendo imenso potencial sustentável, minimizando os impactos causados por fertilizantes químicos. A estratégia de planta isca é muito utilizada para identificar quais bactérias estão se associando na planta, já que essas influenciam de diversas maneiras nas comunidades vegetais. Com isso o objetivo foi avaliar a influência de três solos do Paraná (Londrina, Ponta Grossa e Ortigueira) e suas comunidades bacterianas em feijoeiros cultivados como planta isca. Métodos: Plantas de feijão carioca foram cultivadas por 30 dias em casa de vegetação em vasos de Leonard contendo areia:vermiculita esterilizada (2:1) misturado a um dos três solos provenientes de Londrina, Ponta Grossa ou Ortigueira totalizando 12 vasos que foram divididos em 3 amostras compostas. Para o isolamento, amostras de raízes (5 g) foram coletadas, lavadas e maceradas em 45 mL de solução salina. A suspensão foi diluída em série e plaqueada (100 µL) em 4 meios de cultivo (batata, YCED, Gauze e YM). Após crescimento, as colônias foram isoladas e armazenadas em glicerol 25% a -20 °C. O DNA foi extraído com fenol-clorofórmio-álcool isoamílico e o gene 16S RNA ribossomal foi amplificado por PCR. Os produtos de PCR foram purificados e a sequência parcial do 16S RNAr foi obtida por sequenciamento (ABI 3500XL Applied Biosystems). As sequências obtidas foram editadas e analisadas no banco de dados do Genbank e RDP para identificação molecular dos isolados. Resultados: Foram obtidos 76 isolados sendo 30 do cultivo no solo Ortigueira, 33 de Ponta Grossa e 14 de Londrina. A maioria dos isolados (46) foi obtido do cultivo em YM, seguido de YCED (22) e Gauze (9). Ao todo, foram identificados 21 gêneros de bactérias e entre estes, predominaram Paraburkholderia (7 isolados) e Enterobacter (21 isolados). Os solos que apresentaram maior quantidade desses microrganismos foram Ortigueira, com 14 Enterobacter, e Ponta Grossa, com 7 Paraburkholderia. Das espécies predominantes, Paraburkholderia nodosa é corriqueira na nodulação em feijão carioca, e a Enterobacter asboriae é uma espécie endofítica. Conclusões: Portanto pode-se concluir que há sim uma diferença entre cada solo em questão da presença de bactérias, havendo então em cada solo, características que além de proporcionar um ambiente favorável para a bactéria, também auxilia na associação destas com a planta variando também na espécie, já que a espécie comum que se associa em feijão é o Rhizobium tropici.
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